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domingo, 14 de fevereiro de 2010

2012: o início da Grande Tribulação?

Depois da exibição do filme “2012” nos cinemas de todo o mundo, passou-se a dar mais ênfase, inclusive no meio religioso, às possibilidades desse ano ter algum tipo de importância no cumprimento dos eventos preditos no livro de Apocalipse. Assim como muito se falou nos tempos que precederam o ano de 2000 - sobre as possibilidades do final do século passado poder ter sido coincidente com o fim do “tempo da graça” - muito tem se falado agora sobre o ano de 2012.

A origem do filme e da própria discussão sobre esse ano está numa profecia maia, segundo a qual o ano de 2012 seria marcado por uma mudança para uma Nova Era, em que uma série de eventos naturais se passariam e desencadeariam no aparecimento de um Messias, num novo tempo na Terra.

Como cristãos, sabemos que realmente aparecerá um Messias na Terra, em meio a promessas de paz e segurança (1 Tessalonicenses 5:3), que enganará a muitos, antes que seja estabelecido o governo eterno de Cristo (Apocalipse 21:24). Sabemos também que o exato momento da vinda do Filho do Homem não é conhecido por nenhum homem (Mateus 24:36), e isso inclui os povos maias. Todavia, a Bíblia mostra que haverão sinais naturais, nos céus e na terra, que darão ao menos uma noção aproximada desses tempos tenebrosos (Lucas 21:25 e Atos dos Apóstolos 2:19).

Diante disso, uma constatação pode ser feita: a de que é plenamente possível que o ano de 2012 pode ser o ano em que uma série de eventos biblicamente preditos poderão ocorrer. E, pela primeira vez na história, não são apenas os religiosos que têm dito isso, mas a própria ciência tem admitido essa hipótese. Vamos analisar então alguns dos possíveis acontecimentos para esse ano.

De acordo com alguns cientistas, o Yellowstone, maior supervulcão do mundo, está se preparando para entrar em erupção. De acordo com os cientistas, a ultima vez que esse vulcão, localizado nos Estados Unidos, entrou em erupção, há milhares de anos atrás, expeliu poeira capaz de cobrir toda a América do Norte com uma camada de vários metros de espessura. Os eventos que aconteceriam após sua erupção, caso ocorra novamente, seriam catastróficos. Cerca de três meses após a erupção uma nuvem de poeira cobriria o Hemisfério Norte, fazendo as temperaturas baixarem para -30°C. Imediatamente após a erupção um gás mortal e venenoso, chamado piroplastic, que atingiria a temperatura de 900°C, incineraria tudo em um raio de 1900 km. Além disso, o tremor de terra resultante da erupção atingiria grau 8.9 na Escala Richter, provocando uma onda subterrânea que iria se espalhar até o oceano, causando uma tsunami com ondas de 60 metros que iria devastar as áreas costeiras da Europa, América Central, América do Sul, e Ásia.

Agora, imaginemos essas regiões cobertas por uma intensa nuvem de poeira de ácido sulfúrico, como resultado da erupção vulcânica. Os resultados seriam semelhantes ao que está predito na seguinte passagem:

“E o quarto anjo tocou a sua trombeta, e foi ferida a terça parte do sol, e a terça parte da lua, e a terça parte das estrelas; para que a terça parte deles se escurecesse, e a terça parte do dia não brilhasse, e semelhantemente a noite.” (Apocalipse 8:12)

É o que poderia acontecer se os cientistas estiverem certos e esse vulcão entrasse novamente em erupção. A terça parte da Terra poderia ter os céus cobertos de poeira e não veria a luz do Sol por alguns meses (Marcos 13:24).

Junte-se a tudo isso, o fato de que a possibilidade de erupções vulcânicas é aumentada na razão direta do aquecimento global, que é um problema que tem se agravado também em nossos dias.

Outros estudos têm mostrado que o ano de 2012 será um ano de tribulações e catástrofes sem precedentes, em escala global. Isso porque além dos problemas da Terra, o próprio Sol tem mostrado um nível de atividade perigoso. De acordo com cientistas que investigam o Sol, o astro que ilumina a Terra nunca se mostrou tão turbulento como nos últimos 11.000 anos!

Para termos uma idéia melhor disso, basta sabermos que desde 1940 até os nossos dias o Sol produziu mais manchas, e também mais erupções e clarões que lançam nuvens de gás no espaço, do que no passado. Têm ocorrido também nos últimos tempos várias tempestades solares, que se relacionam diretamente com as tempestades na Terra. A título de exemplo, em 2005, a grande onda de furacões (Katrina, Rita e Wilma) coincidiu com uma das semanas mais tormentosas da história conhecida do Sol. E, de acordo com reportagem publicada na revista INFO no último dia 05, alguns cientistas constataram que tempestades magnéticas no sol podem danificar sistemas de comunicação e causar blecautes no mundo exatamente em 2012!

Some-se a tudo isso o fato de que o campo magnético da Terra, nossa primeira defesa contra a radiação solar prejudicial, começou a ser rompido com fraturas maiores, por exemplo, que o Estado de Goiás, que se abriram aleatoriamente. É possível que esteja a caminho também uma inversão polar, em conseqüência da qual a proteção cairá quase a zero, quando os pólos Norte e Sul mudarem de posição.

Além dos fatores naturais, não deve ser esquecido também o poder armamentista do mundo. Existem hoje armas nucleares e biológicas suficientes para destruir toda a terra, num conflito que assumisse proporções mundiais. E há vários lugares de tensão no mundo, que poderiam dar origem a uma guerra desse tipo – e o Estado de Israel talvez seja o principal e o mais propício desses lugares. O físico inglês Stephen Hawking dizia que “a humanidade será varrida da face da terra pelo mau uso que ela própria fará das armas biológicas”.

Bem menos cientificas são as previsões que alguns estudiosos retiraram do chamado “Código da Bíblia”. Os judeus antigos (do século XII em diante) Isaac Newton e outros estudiosos acreditavam que haveriam informações na Bíblia além do que estava escrito sequencialmente, na forma de mensagens encriptadas, escondidas. Tais informações poderiam ser localizadas através de um sistema chamado de seqüências alfabéticas eqüidistantes, que é popularmente conhecido como Código da Bíblia.

Os que acreditam nesse Código, dizem que essas mensagens não são fruto do acaso, mas colocadas na Bíblia por Deus ou por quem tenha escrito a Bíblia e que tenha conhecimento do futuro. Em meio à interpretação desses códigos, são encontradas combinações de palavras que descrevem acontecimentos significativos que mudaram o curso da história, como nomes de cientistas e suas descobertas, previsão de revoluções (russa, americana e francesa) e até mesmo do recente assassinato do 1º ministro israelense Itzhak Rabin, em 1995. Os estudiosos desse Código dizem que o fim dos dias já pode ter começado e que o mundo em breve chegará ao fim. Quanto ao futuro, há a previsão de dois eventos curiosos. Em um deles, o Código profetizou um terremoto devastador em Los Angeles em 1984 (que de fato ocorreu), e na mesma seqüência está previsto um novo terremoto na mesma cidade nesse ano de 2010. Além disso, outra mensagem aponta para um cometa que abalará a Terra em 2012. Se esse Código é verdadeiro ou mera coincidência não dá para saber ao certo. O que podemos afirmar seguramente é o que está na Bíblia, e essa mostra que algo como um meteoro atingirá a terra durante o tempo do Juízo de Deus sobre a Terra (Apocalipse 8:10), o que coincidiria com o Código caso a profecia se cumprisse em 2012.

Além dessas previsões, existe outra, econômica, que também parece coincidir em datas com os eventos citados. Recentemente, o chefe da multinacional Visa, disse que até 2012 o dinheiro, em papel-moeda, será extinto, e as compras serão todas feitas por processamento eletrônico, a exemplo dos cartões de crédito com chips, como já fazemos hoje. Um passo importante para o cumprimento de outra profecia dos tempos do fim, em que o dinheiro seria abolido e o comércio só será feito entre as pessoas que tiverem um sinal na pele ou, para muitos, um chip (Apocalipse 13:17). Mais uma vez o ano de 2012 aparece!

Em meio a tantas previsões e predições convergentes, o que pode ser tirado? O que nos reserva o ano de 2012? Seria o ano do arrebatamento? Do aparecimento do Anticristo? Do principio das dores?

Não temos respostas absolutas para nenhuma dessas perguntas. Mas o que sabemos é que existe todo um cenário físico, político e econômico preparado para 2012 e para o cumprimento das profecias bíblicas. Há uma conhecida frase que diz que não conhecemos o futuro a não ser depois que ele ocorra e tenha virado passado. E isso é a única coisa certa que podemos dizer sobre todas essas predições aqui mostradas em relação ao ano de 2012. Saberemos se essas predições estão corretas e o que nos reservou o ano de 2012 apenas quando entrarmos em 2013.

Mas entre tantos fatos e tão poucas certezas, uma não pode ser esquecida. A de que daqui até 2012, não temos motivo algum para deixarmos de vigiar em todo o tempo.

“Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor. Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa. Por isso, estai vós apercebidos também; porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis.” (Mateus 24:42-50)

domingo, 10 de janeiro de 2010

Obama e Jesus Cristo

O respeitado jornal dinamarquês “Politiken”, em mais-que-infeliz comparação, afirmou recentemente que o presidente norte-americano, Barack Obama, é maior que Jesus Cristo.

O mesmo jornal ainda foi além na exaltação a Obama. Citou que o presidente americano “é provocativo ao insistir em estender a mão, onde outros só vêem animosidade”. Diz ainda que embora “seus resultados tangíveis em curto prazo sejam escassos”, suas palavras “permanecem na consciência de sua audiência e têm efeitos de longo prazo”. A publicação ainda o exalta pelo fato de o presidente poder se identificar com os fracos e vulneráveis, pois veio também de origem humilde e por isso pode defendê-los. Sobre a comparação Cristo-Obama, o editorial complementa afirmando que “seria natural chegar-se à idéia de uma comparação entre Jesus e Obama. Se fizesse tal comparação, é certeza que Obama levaria vantagem”.

Tais afirmações são tolas, blasfemadoras, mas não assustam aqueles que já estão acostumados a assistir a TV e ler os nossos jornais de forma crítica, pois os meios de comunicação de massa são intermitentes em suas tentativas de afetar a imagem do cristianismo e de ridicularizar seus seguidores. É característica dos homens do nosso tempo o desrespeito a Deus, pois a própria Bíblia dizia que os homens seriam assim (2 Timóteo 3:1).

Mas reportagens como essa trazem à tona uma questão: seria Barack Obama o anticristo, predito na Bíblia? Antes de responder essa pergunta, analisemos algumas características do presidente que o aproximam daquele rei que é citado na Bíblia.

O Anticristo, que não é identificado na Bíblia sob esse título, mas como “besta”, “homem do pecado” ou “filho da perdição”, é descrito em várias passagens da Bíblia, tanto no Novo como no Velho Testamento. As principais que falam a seu respeito estão em Daniel, 2 Tessalonicenses e Apocalipse:

“Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.” (2 Tessalonicenses 2:3-4)

“E este rei fará conforme a sua vontade, e levantar-se-á, e engrandecer-se-á sobre todo deus; e contra o Deus dos deuses falará coisas espantosas, e será próspero, até que a ira se complete; porque aquilo que está determinado será feito. E não terá respeito ao Deus de seus pais, nem terá respeito ao amor das mulheres, nem a deus algum, porque sobre tudo se engrandecerá. Mas em seu lugar honrará a um deus das forças; e a um deus a quem seus pais não conheceram honrará com ouro, e com prata, e com pedras preciosas, e com coisas agradáveis.” (Daniel 11:36-38)

“E vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfêmia. E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés como os de urso, e a sua boca como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio. E vi uma das suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após a besta. E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela? E foi-lhe dada uma boca, para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para agir por quarenta e dois meses. E abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu. E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e língua, e nação. E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.” (Apocalipse 13:1-8)

A partir dessas passagens transcritas, é possível entender algumas características pessoais que esse homem terá. E também possível ver que, em Barack Obama, algumas delas podem se encaixar perfeitamente.

Um delas é a de que o anticristo será um excelente conciliador, com uma bela retórica, capaz de agradar os seus ouvintes por completo, ainda que sustentem opiniões opostas entre si. Terá portanto um grande poder de convencimento, capaz de trazer o mundo todo para seu lado, já que a Bíblia diz que ele terá “poder sobre toda tribo, língua e nação”, algo que hoje é pouco imaginável num mundo como o nosso, de tantas diferenças e permeado dos mais diversos conflitos religiosos. Mas não podemos discordar que esse trabalho de conciliação será extremamente facilitado se aquele que o faz for um governante de um respeitado país e que possua reconhecimento internacional, características do presidente americano.

Além de falar muito bem e conseguir trabalhar com sucesso na convergência de opiniões, vemos que o anticristo terá grande carisma com as pessoas. Esse carisma será tão grande que fará com que todas as pessoas não-salvas da terra o adorem através de uma estátua (Apocalipse 13:8), assim como é praticado em muitas religiões do mundo, nas quais o culto aos deuses são feitos diante de esculturas que os representem. Algo que não é tão difícil de acontecer se esse homem tiver um discurso que seduza os grandes banqueiros e mega-empresários do mundo, pois são estes mesmos homens que detém as ações majoritárias na maioria das grandes empresas de comunicação do mundo, que têm um imenso poder de influenciar a opinião pública a ter costumes cada vez mais absurdos se comparados às gerações anteriores. Em nossos dias, o poder que os discursos de Barack Obama têm alcançado, a ponto de influenciar o comportamento das cotações nas bolsas de valores do mundo todo com suas palavras, é mais uma mostra de que ele pode também se enquadrar em mais essa característica.

A Bíblia diz também que ele não terá respeito às religiões (2 Tessalonicenses 2:4), se opondo a elas. Ao ler essa passagem citada, me lembro de um vídeo que assisti na internet (http://www.youtube.com/watch?v=_IHQr4Cdx88), em que o atual presidente americano, já no início do seu discurso, nega veementemente que título de “nação cristã” ainda se enquadre no país que ele governa. Adiante, no mesmo vídeo, o presidente ainda ridiculariza a Bíblia, ao citar, sem a menor contextualização e com uma ironia sarcástica, o sacrifício de Abraão e o sermão na montanha, criticando os textos e causando risos na platéia ao reduzir sua importância prática. Sua capacidade de convencimento através de seu discurso conciliatório das mais diversas religiões – evidentemente sem respeitar os princípios de nenhuma delas – é mais uma característica que aproxima o presidente da imagem bíblica do anticristo.

Um último ponto que cito aqui é que, assim como Obama, o anticristo muito provavelmente será alguém que ocupe um alto cargo político, de governo. Ao descrevê-lo, Daniel o chama de “rei” (Daniel 11:36). Na descrição de Apocalipse, é representado com chifres e diademas (Apocalipse 13:1), o que na Bíblia aponta para poder e autoridade. Logo, o anticristo certamente será um governante, que terá um nível de influência política que alcance países de todo o globo, o que o permitirá ser alçado à posição de líder mundial. E, como sabemos, não há posição política mais importante e de maior influência no mundo do que o cargo de presidente dos Estados Unidos, atualmente ocupado por Barack Obama.

Em face de tudo isso que foi analisado, é tempo de respondermos à pergunta inicial. E na resposta não há certeza. Não sabemos se Obama será o anticristo, mesmo porque a Bíblia faz apenas alusões a ele e suas características, não dando informações precisas de quem será ele ou de qual será sua origem. Mas o que podemos perceber é que poderia perfeitamente ser Obama, já que ele se aproxima, e muito, das poucas descrições bíblicas a respeito do anticristo. Eu pessoalmente não acredito que o atual presidente americano seja o homem a que a Bíblia se refere, mas entendo que aquele que o for, terá todas essas características citadas em comum com Obama.

È claro que não é nossa tarefa fazer especulações ou arriscar palpites sobre quem será o anticristo, pois o pouco que foi dito sobre ele na Bíblia foi para ser totalmente revelado apenas àqueles que estarão aqui em seu governo e terão a Bíblia como referencial, para que vejam que o governante de seu tempo se enquadra no que a Bíblia previu. Por isso, a descrição da Bíblia sobre o anticristo serve muito mais para “confirmar o presente” (no tempo em que esse homem já tiver sido revelado), do que para “prever o futuro”.

O que deve ser tirado de lição é que devemos estar atentos com as notícias e com o que se passa no mundo, para que não sejamos enganados. E também vigiarmos, pois vendo o que acontece aí fora e o que está escrito na Bíblia, temos cada vez mais concretas provas de que o dia da ira do nosso Deus está muito próximo.

“Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem.” (Lucas 21:36)

“Porque é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir?” (Apocalipse 6:17)

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Jerusalém, o "relógio" do fim dos tempos

É indiscutível a importância de Jerusalém dentro do contexto bíblico. Algumas passagens da Bíblia evidenciam isso, ao citar Jerusalém como a Cidade do Grande Rei (Mateus 5:35) e ao recomendar para que se ore pela paz naquela cidade (Salmos 122:6). Além disso, a própria cidade santa preparada por Deus para o seu povo, leva também o nome de Jerusalém (Apocalipse 21:2).

Cumprindo a profecia bíblica (Zacarias 9:9), Jesus Cristo entrou em Jerusalém no lombo de um jumentinho. Mesmo isso estando expressamente escrito nas Escrituras Antigas, os judeus não o reconheceram como Rei e Messias. Por isso, a vinda de Jesus Cristo em carne e osso serviu muito mais como meio de salvação para os gentios do que para o Seu povo (Atos dos Apóstolos 28:28 e Lucas 19:10).

A Bíblia relata que após ter visitado o Templo de Jerusalém, Jesus Cristo previu sua destruição:

“E, quando Jesus ia saindo do templo, aproximaram-se dele os seus discípulos para lhe mostrarem a estrutura do templo. Jesus, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada. E, estando assentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?” (Mateus 24:1-3)

Menos de meio século após Jesus Cristo ter proferido estas palavras, no ano 70 d.C., a cidade de Jerusalém (e o seu Templo) foi tomada pelo Império Romano e destruída quase que por completo. A partir de então os judeus perderam o domínio sobre o território que para eles era sagrado, se espalhando ao redor do mundo. Situação que se arrastaria por quase 1.900 anos.

Em 1948 e em 1967 aconteceram dois fatos que mudaram um pouco o curso da história. No primeiro, Israel voltou a existir como nação independente na região da antiga Judéia, onde os judeus habitavam no tempo que Cristo veio á terra. No segundo, a cidade de Jerusalém voltou ao domínio do povo de Israel. Contudo, nenhum desses dois processos aconteceu como fruto de acordos de paz. Muito pelo contrário. Desde então, o território de Israel passou a ser palco de conflitos constantes entre invasores (judeus) e expropriados (palestinos).

Acreditam os judeus que o Seu Messias – descendente do rei Davi (1 Reis 9:5) – se apresentará para eles em Jerusalém, trazendo a paz predita pelo próprio Davi (1 Crônicas 23:25). Por isso, a partir do século passado se desenvolveu o entres os judeus uma “certeza”: a de que quanto mais cedo eles se estabelecerem na Cidade Sagrada, mais rápido virá o Messias, enviado de Deus para a paz que eles acreditam agora estar próxima.

Aí você deve estar se perguntando: O que eu como cristão tenho a ver com isso? Se é um confronto entre judeus e muçulmanos, logo nós cristãos não temos nenhuma relação com essa briga, pois não estamos interessados em habitar em Jerusalém, mas sim na Nova Jerusalém. A lógica parece ser essa, mas não é por aí.

Repare nos 3 primeiros versículos de Mateus 24, acima transcritos. Os apóstolos, admirados com a beleza das estruturas do Templo de Jerusalém, mostravam-o a Jesus, esperando que Ele também se admirasse daquilo que o povo judeu havia construído séculos antes para oferecer sacrifícios à Deus. Mas se decepcionaram ao ouvir de Cristo que tudo aquilo seria simplesmente derrubado! Eles então entenderam que Jesus não estava falando de uma reforma ou da simples derrubada de um templo antigo para se construir um novo. Fica claro pelo versículo 3 que eles entenderam que Jesus Cristo se referia ao tempo da sua 2ª Vinda e do fim do mundo como nós o conhecemos. O tema fica ainda mais claro também para nós ao analisarmos o livro de Ezequiel:

“Eis que eu farei de Jerusalém um copo de tremor para todos os povos em redor, e também para Judá, durante o cerco contra Jerusalém. E acontecerá naquele dia que farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos; todos os que a carregarem certamente serão despedaçados; e ajuntar-se-ão contra ela todo o povo da terra.” (Zacarias 12:2-3)

Eu acredito que no momento em que Jesus Cristo disse que ali em Jerusalém não restaria pedra sobre pedra, alguns apóstolos devem ter se lembrado dessa passagem de Ezequiel. Analisando essa passagem e o questionamento dos apóstolos no Monte das Oliveira, depreende-se que a Bíblia não está se referindo exclusivamente à destruição do ano 70 d.C., empreendida pelo Império Romano, mas de um confronto muito maior, que envolveria todos os povos da terra!

Portanto, há de se fazer aqui duas conclusões: a primeira, de Mateus, é a de que o templo de Jerusalém será destruído e a segunda, de Ezequiel, de que haverá uma Guerra Mundial, de proporções jamais vistas, no fim dos tempos.

Aí você deve estar questionando? O templo de Jerusalém não foi destruído há mais de 1.900 anos? È verdade, foi sim. Mas muitos estudiosos das profecias bíblicas, ao meu ver com razão, acreditam que, como eu disse antes, Jesus Cristo não estava falando da destruição operada pelos romanos, mas da destruição do templo reconstruído nos últimos dias. E isso não é uma hipótese, mas algo evidenciado na Bíblia:

“O qual [conf. versículo anterior, o “homem do pecado” ou “filho da perdição”] se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.” (2 Tessalonicenses 2:4)

Ou seja, o Anticristo ordenará que o Templo seja reconstruído! Não para que sejam oferecidos sacrifícios a Deus como de costume dos antigos (Êxodo 29:42), mas para que o Anticristo substitua o sacrifício contínuo pela abominação, chamando a adoração de todos os povos a si (Daniel 11:31).

Outro dia soube que em Israel, existem hoje técnicas tão avançadas de construção civil que os judeus garantem ser possível reconstruir o grandioso templo de Salomão novamente em apenas um mês, bastando que haja desejo para tanto, pois preparados eles já estão.

Mas como eu disse anteriormente, a construção desse templo não pode ser iniciada de imediato, pois o território de Jerusalém ainda é motivo de confrontos político-religiosos. No Monte do Templo, local onde os judeus acreditam que o Templo de Salomão foi construído, está edificado hoje o Domo da Rocha e a Mesquita de Al-Aqsa, que são construções sagradas dos muçulmanos. Nisso mora o problema. Não haverá reconstrução de templo algum sem a destruição dessas estruturas muçulmanas ou sem acordos de paz que permitam isso.

A paz, como você deve estar acompanhando nos telejornais, é impossível porque o território é sagrado para ambos os lados e todos nós sabemos que os muçulmanos não têm amor algum a suas próprias vidas quando o assunto é defender aquilo que eles consideram como sagrado. Por isso é que a guerra é inevitável para o templo seja novamente reconstruído!

Agora ficou fácil entender porque Jerusalém é, como acertadamente previu Ezequiel, “copo de tremor” e “pedra de tropeço” para os povos da terra! O mais interessante é que Ezequiel afirma que todas as nações da terra se ajuntarão contra Jerusalém. E no cenário internacional atual, isso não está muito longe de acontecer. Á exceção dos Estados Unidos, nenhum dos demais países da comunidade internacional vêem com bons olhos as ações militares empreendidas pelos judeus na região de Israel nas últimas décadas. O lado palestino parece ser nitidamente “o mais fraco”, já que eles é que estão dia após dia sofrendo esbulho de um território que pertenceu a eles nos últimos séculos. Por isso, quando os embates se intensificarem a um ponto de se tornar um estado de guerra constante (e acredite, não estamos longe disso), a tendência é que os Estados Unidos se alinhe à Israel e todos os demais países se coloquem do lado palestino, dando origem a uma 3ª Guerra Mundial. Uma guerra de proporção jamais vista, que certamente matará bem mais do que os 45 milhões da 2ª Guerra Mundial!

E é exatamente esse cenário de guerra que fará com que surja o Messias que os judeus esperam, ou o Anticristo. Esse homem trará uma paz temporária, efêmera (1 Tessalonicenses 5:3), mas que enganará quase toda a Terra. Fará com que o mundo se “conscientize” de que as religiões só trazem a Guerra, de que todas elas são falsas, apenas mitos, sustentados em ilusões, criadas como estratégias de dominação e que só geram fanatismo, guerras e mortes. Substituirá então todas as religiões pelo culto filosófico e “racional” do homem ao próprio homem como deus, e facilmente convencerá os homens disso, pois estes estarão aterrorizados com as conseqüências brutais que a diversidade e intolerância religiosa trouxe (Lucas 21:26). Assim, não haverão então muitas dificuldades para o Anticristo enganar o mundo (2 Tessalonicenses 2:11) e fazer com que os povos o cultuem em lugar de Jesus Cristo!

Agora, se todo esse processo de acontecimentos é inevitável, cabe a nós cristãos vigiarmos (1 Pedro 4:7). A recomendação que sempre deixo é a de que continuemos servindo a Deus cada dia mais e melhor, procurando não nos desviar dos caminhos da justiça divina (Apocalipse 22:11). Mas recomendo também atenção aos fatos e notícias do que tem acontecido no mundo, pois é nele que se cumprem as profecias escritas na Bíblia. Profecias essas que nos dão a exata noção da proximidade do fim dos tempos, do momento em que seremos justificados e da hora em que este mundo experimentará da justiça do Deus Verdadeiro e que os homens negaram. Comparando as Sagradas Escrituras com o mundo de hoje, está claro que estamos entrando nos tempos do fim. Com os olhos em Deus e na sua palavra e atentos aos acontecimentos do mundo, veremos então, respectivamente, as profecias e o seu cumprimento. E assim seremos sábios e não correremos o risco de sermos enganados nem pegos de surpresa com a Sua Vinda.

“Muitos serão purificados, e embranquecidos, e provados; mas os ímpios procederão impiamente, e nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão.” (Daniel 12:10)

domingo, 7 de dezembro de 2008

O falso profeta (I)

Quando se fala em Arrebatamento e Grande Tribulação, a imagem de um homem vem a nossa mente: o Anticristo. Homem que vai trazer uma aparente paz mundial e que vai ser visto pelo mundo e por boa parte dos judeus como o Messias que o mundo precisava ter. Mas pouco se fala, seja por desinteresse ou por desconhecimento, do falso profeta, que coexistirá com ele e terá importância semelhante á sua. Em Apocalipse 13, João descreve como ele agirá:

“E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como o dragão. E exerce todo o poder da primeira besta na sua presença, e faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada. E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens. E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta, dizendo aos que habitam na terra que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia. E foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta.” (Apocalipse 13:11-15)

Interessante notar alguns aspectos que permitem identificar o tipo de homem que será o falso profeta. A primeira característica apresentada por João é a de que ele “terá chifres como os de cordeiro”. Como o livro de Apocalipse é repleto de símbolos, há de se entender o que simboliza esses chifres. No livro de Apocalipse, entre os símbolos citados há alguns que são explicados no livro e outros que só são entendidos se olhados, de forma comparativa, em outras passagens da Bíblia. No Velho Testamento, baseado várias passagens dão a entender que chifre representa poder (Deuteronômio 33:17, 1 Reis 22:11, Ezequiel 34:21, Daniel 7:21, Miquéias 4:13 e Zacarias 1:21). Simbologia essa que a teologia também concorda como verdadeira. Portanto, o primeiro aspecto do falso profeta é que ele terá poder de cordeiro, ou seja, poder religioso ou de autoridade religiosa, já que cordeiro na Bíblia aponta para Jesus Cristo. O detalhe é que a Bíblia diz que será semelhante, mas não será o poder de Cristo, nem dado por Ele.

A Bíblia continua, afirmando que ele falará “como o dragão”. Dragão em Apocalipse, aponta para o próprio Satanás. No Velho Testamento e no Egito Antigo, Dragão era símbolo de todo poder anticristão (Ezequiel 29:3, Isaías 27:1 e Jó 26:13). Assim, até aqui já dá para perceber que o falso profeta será uma figura contraditória: terá poder reconhecido como de uma autoridade religiosa, mas suas palavras serão contrárias ao evangelho de Jesus Cristo.

Antes de continuar, cabe aqui fazer uma analogia. Ao que tudo indica, o falso profeta representará para o Anticristo, respeitadas as devidas proporções e características, algo semelhante do que João Batista representou para Jesus Cristo. Esse último, anunciava a todo tempo que o Messias haveria de vir, até que chegou o dia em que Ele, em pessoa, se aproximou de João e por ele foi batizado, confirmando o que o profeta havia dito sobre o Messias.

Papel semelhante terá o falso profeta no governo satânico. Se João Batista foi o profeta da verdade e das palavras de arrependimento e salvação, o falso profeta será aquele que legitimará o Anticristo. Como João Batista, o falso profeta vai incitar às pessoas à seguir o Messias que ele defende. Mas a diferença é que este último não será um homem de palavras duras, como as que João Batista proferia contra os fariseus, tentando chamá-los ao arrependimento (Mateus 3:7). Além disso, ele terá meios bem mais eficazes do que os que possuía João Batista para convencer seus ouvintes.

Analisando o trecho bíblico de Apocalipse 13, acima transcrito, percebe-se que o falso profeta exercerá “todo o poder” do Anticristo e que terá o poder de convencer à população mundial para adorá-lo. Imagino aqui que esse falso profeta terá o controle, ou pelo menos significativa influência nos meios de comunicação de massa no mundo todo. Ele deverá ser uma pessoa sempre presente e bem recebido nos telejornais e nos veículos de notícias da internet. Mais do que um mero líder religioso, será também um homem que exercerá grande influência sobre aquilo que o mundo pensará a respeito de religião. Será alguém que as pessoas terão desejo de ouvir o que ele dirá a cada dia, sendo respeitado e admirado por milhões, ou talvez até bilhões de fiéis em toda a terra.

A Bíblia continua, afirmando que esse falso profeta fará com que as pessoas acreditem no Anticristo. Ao contrário do que alguns pensam, o Anticristo não se estabelecerá no governo mundial somente por seu poder de influência política. Sua legitimação no poder acontecerá após legitimação do falso profeta, que confirmará que o Anticristo foi ferido de morte (talvez por um atentado terrorista ou por algum outro fato que o leve a ser tido como morto) e que ressuscitou, sendo então o Messias que não só os judeus, mas o mundo esperava.

Mais do que isso, a Bíblia afirma que o falso profeta ainda fará com que caia fogo dos céus na frente dos homens! Não será um truque, mas cairá fogo mesmo dos céus à sua ordem! Imagine você sentado no sofá da sua casa assistindo televisão e, de repente, num pronunciamento em cadeia nacional ou mundial, esse falso profeta faça com que caia fogo dos céus e queime propriedades, florestas, ou algum outro tipo de paisagem física e isso seja confirmado pelos meios de comunicação. E isso será apenas um dos tipos de coisas sobrenaturais que ele fará. Será o engano mundial em escala jamais vista. Principalmente porque os homens em geral são como Tomé, acreditam somente naquilo que seus olhos vêem. Por isso, por não terem fé no verdadeiro Deus, e não terem o amor de Jesus Cristo em seus corações (2 Tessalonicenses 2:11), acreditarão que esse falso profeta, dado os seus poderes sobrenaturais, é genuíno, verdadeiro, e para a opinião pública as suas palavras serão presumidamente verdadeiras.

Por seus sinais “miraculosos” em toda a terra, o falso profeta cairá quase que na unanimidade da aceitação do povo. Ao ponto de que será um verdadeiro contraventor e inimigo da paz, aquele que negar que o falso profeta tem poderes divinos e que as suas palavras são verdadeiras. Após conseguir a plena aceitação pública, ele chegará ao ponto de ordenar a fabricação de uma imagem, esculpida por homens, do Anticristo. Mais do que isso, o falso profeta ainda fará com que essa imagem tenha Espírito e que fale! Isso mesmo, uma imagem que poderá falar! Não estou falando de uma grande imagem que como uma marionete reproduzirá por um gravador aquilo que o Anticristo falar. Não. Essa imagem certamente movimentará seus lábios de forma inteligível e, tendo espírito, falará normalmente como qualquer ser humano comum. Com uma diferença: essa “imagem”, fará com que sejam mortos todos aqueles que não a adorarem. Assim, os homens que até aqui não tiverem dado a devida atenção ao falso profeta, agora deverão se render ao seu poder. Poder esse, que será mortal contra todos aqueles que não adorarem o Anticristo! Com o cristianismo desacreditado na Terra nesse tempo, as pessoas então não verão à sua frente nenhuma outra opção senão a de defender a suas próprias vidas (Mateus 16:25), adorando, querendo ou não, o Anticristo, e selando sua condenação eterna! Poucos no mundo agirão assim como Sadraque, Mesaque e Abednego (Daniel 3:17), enfrentando a morte por amor a um Deus que o mundo todo teima em não acreditar. Somente aqueles que realmente tiverem em seus corações uma fé verdadeira em Jesus Cristo.

Por último, cabe ressaltar uma última característica que a Bíblia descreve sobre o falso profeta:

“E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas, Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome. Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis.” (Apocalipse 13:16-18)

Ao contrário também do que alguns pensam, fica evidente também em Apocalipse 13 que quem fará, ou promoverá a aceitação da “marca da besta” será o falso profeta, e não o Anticristo! O próprio falso profeta é quem declarará esse novo sistema econômico como legítimo e defenderá publicamente que as pessoas aceitem a marca. Por isso, não subsiste o argumento de que as pessoas aceitarão a marca da besta enganadas, não sabendo que estão ali negando a Jesus Cristo. Também o grande erro da famosa série “Deixados para Trás”, em que uma pessoa aceita a marca “obrigada” e ainda sim é salva, também não acontecerá. O falso profeta, como já dito, será um líder religioso. As pessoas não acreditarão nele como quem acredita numa autoridade política ou num economista influente, mas seguirão a ele como se segue um líder religioso, vendo nele uma divindade. Não obrigará ninguém a nada, nem a aceitar a marca, apenas vai sujeitar os que se negarem ao rigor de sua ira, numa espécie de “Santa Inquisição” aos que o negarem. Como suas palavras serão, como também já dito, de expressa orientação anticristã e negando a eficácia do evangelho de Cristo, segui-lo implicará em aceitar como verdadeiras suas palavras, negando a Jesus Cristo! Como dito também, aceitar a marca da besta será apenas uma confirmação das pessoas, de que elas estão alinhadas com o Anticristo, o qual elas já adoraram para não serem mortas.

Agora, sabendo das características do falso profeta, fica a pergunta: Quem será e de onde vai sair esse homem? Não dá para afirmar categoricamente quem será o falso profeta nem de onde ele virá. Mas há alguns estudiosos da escatologia bíblica que defendem que, pela semelhança das características, pela descrição bíblica e pelo cenário político e religioso mundial de nosso tempo, o falso profeta será um papa, líder da religião católica apostólica romana. Contudo, repito que não dá para afirmar que será ele com absoluta certeza.

No próximo artigo, vamos analisar o que dizem os estudiosos a respeito dessa possibilidade e você poderá tirar suas próprias conclusões sobre a veracidade dessas interpretações.

“Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos.” (Mateus 24:24)

domingo, 23 de novembro de 2008

Crise econômica e cumprimento de profecias bíblicas

Não há tema mais atual no meio jornalístico do que a crise econômica iniciada nas principais bolsas de valores do mundo nos últimos meses. Mesmo os mais “desantenados” dos jornais e revistas semanais sabe que em algum lugar do mundo se anuncia uma crise que parece que ainda vai durar. Milhões de pessoas no mundo todo possuem boa parte de seu patrimônio financeiro vagando pelo mercando financeiro, e frente a essa crise, ficam com suas cabeças cada vez mais preocupadas cada vez que ligam a TV nos jornais diários e não assistem a nenhum sinal de melhora.

Muitos devem se lembrar que em 1929 aconteceu algo semelhante. O consumismo e a produção industrial aumentaram demais, até que o consumo se estagnou, e a produção não parou. Resultado: quebra da bolsa de Nova Iorque e crise econômica, com falências e desemprego em massa nos principais países do mundo. O mundo naquela época só se recuperou por conta de um incentivo: a guerra. Dez anos depois nasceu uma guerra que matou mais do que todas as outras guerras da história da humanidade antes ocorridas.

A situação de recessão e queda no consumismo desenfreado que precedeu a crise de 1929 está se repetindo. E isso é que está deixando os investidores e consumidores comuns de cabelos em pé. Nos Estados Unidos, as pessoas já não consomem tanto quanto antes. Nas reuniões dos G-7, G-20, enfim, entre os líderes políticos dos países capitalistas, discutem-se soluções para a crise, que não aparecem. Mesmo com os governos abrindo os cofres para injetar dinheiro nos mercados, a quebra definitiva das bolsas só é adiada, não solucionada. A verdade é que a nossa economia virou refém irresgatável da especulação financeira, e o dinheiro se transformou em títulos, que se multiplicaram, sem que o dinheiro os acompanhasse. Por isso, a economia mundial como hoje nós a conhecemos, por mais que analistas financeiros queiram dizer o contrário, vai ruir em poucos anos, ou até em meses – a não ser que haja um “milagre”, que explicarei posteriormente que não é muito conveniente que aconteça. Assim como aconteceu em 1929, deverá ser inevitável que em pouco tempo, milhões de pessoas perderão suas fortunas que acreditam ter “flutuando” no sistema financeiro mundial.

Antes que você possa pensar o contrário, esse não é um artigo de um economista, ou de alguém que entende alguma coisa de mercados e aplicações. É sim, um artigo que visa analisar os efeitos que essa crise econômica poderá ter no mundo e o que a aproxima das profecias bíblicas. Mas você pode aí estar pensando: o que eu como cristão tenho a ver com isso. Ainda que você seja como Paulo, que vivia pela fé e não tinha a sua própria vida na terra como lucro algum (Filipenses 1:21), os efeitos dessa crise chegarão até nós de uma forma bem importante. Vamos analisar então algum outros pontos históricos do século passado que tem muito a ver com as profecias bíblicas, para que você entenda melhor o que eu estou querendo dizer.

Desde 1967, quando se cumpriu a profecia bíblica de que o povo de Deus, os judeus, teriam de volta Jerusalém e Israel novamente, passou a se entender no meio cristão que se realizou um dos sinais mais indicadores que o arrebatamento estaria próximo, descrito no livro de Daniel:

“Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos. E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações. E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador.” (Daniel 9:25-27)

Em apenas três versículos narra a visão que lhe foi passada por Deus de coisas que aconteceriam desde o seu tempo, chegada de Cristo como Messias, e a chegada do Anticristo. Um dos sinais dessa última, é a tomada do diabo, na pessoa no Anticristo, da cidade de Jerusalém, a qual ele destruirá. E o diabo, sabendo desse sinal e da recriação de Israel como país, passou também a cumprir o seu papel: armando o cenário para “acelerar” esse tempo que ele tanto espera, onde ele será senhor sobre a Terra por sete anos.

Muitos ramos do ocultismo começaram a ligar o fim da dispensação da graça no ano 2000. Durante muito tempo se acreditou que por volta do ano 2000 aconteceria o arrebatamento, mas não aconteceu. Baseado nessa crença, em 1991, após a queda do socialismo russo, o então presidente norte-americano George Bush (pai do atual presidente, George W. Bush), anunciou uma “Nova Ordem Mundial”, um novo mundo, unido pela paz e por um único sistema de governo – o capitalismo, prenunciando a vontade que consta na Bíblia como profecia – de que no governo do Anticristo o mundo estaria unido, num único mercado, submetido a ele e as regras que ele irá ditar (Apocalipse 13:17).

Bom lembrar também o que aconteceu na Alemanha depois da crise de 1929. Naquele tempo, o país foi, entre os europeus, o que se restabeleceu mais rápido. O país cresceu através da centralização, de um governo forte no campo dos investimentos, mas que tinha uma face obscura: dura perseguição religiosa, matando milhões de judeus e outras minorias. Mas naquele tempo, poucos reclamaram, pois o restante da população, depois de um tempo de grave crise e ao ser manipulada pela propaganda nazista e ao ver uma realidade financeira diferente, não estava muito preocupada se isso custasse a vida de alguns. Alguns esses, que o próprio governo, usando de propaganda odiosa, responsabilizou-os por ter dado origem a crise. O governo alemão daquele tempo matava a olhos vistos, se fortaleceu militarmente, e só não se expandiu a ponto de tomar todo o mundo porque seu território não favorecia. Ou, caso queira acreditar, porque não era o tempo ainda da perseguição aos judeus se disseminar no mundo. Era tempo sim, do mundo entender que a perseguição relatada na Bíblia é plenamente possível de acontecer no restante do mundo, bastando apenas que fosse mais “organizado” e se iniciasse nos lugares e tempo correto. Como dito em outro artigo, o sucesso temporário do governo de Hitler na perseguição judaica por sete anos (1938-1945), prova ser plenamente possível que no mundo de hoje haja uma perseguição semelhante, em proporções globais.

Chamo atenção ainda a um outro ponto, já provado por diversos documentários independentes: as guerras do mundo são fabricadas. Assim como a 1ª e a 2ª Guerras Mundiais foram financiadas, ambos os lados, pelo mesmo governo norte-americano, o mesmo se aplica a quase todas as guerras do mundo. Basta se lembrar das últimas guerras que ocorreram no mundo (Afeganistão, Iraque, Israel-Palestina, Vietnã) e de que todas elas os Estados Unidos estão apoiando claramente um dos lados e enviando armas e até soldados combatentes. Assim, se tivessem interesse – entendam aqui, se a guerra não desse lucro – esses mesmos financiadores da guerra teriam totais poderes para colocar fim em todas as guerras internacionais.

Nesse mundo das guerras, há uma questão frágil, que será determinante no nosso futuro: Israel e Palestina. Ali em Jerusalém há uma disputa de religiões – cristã, muçulmana e judaica – que têm para si que aquela cidade é sagrada para suas religiões. A única solução não é o prevalecimento de um dos lados, mas a internacionalização de Jerusalém. Mas os líderes dos principais países da Terra, que trabalham para as forças dominadoras deste mundo (Efésios 6:12), não tem interesse, não agora, que essa guerra acabe. A união ocorrerá, um novo templo/mesquita/igreja será construído, profanando o nome do Senhor, mas apenas sob o governo do Anticristo. Até lá, esteja certo que essa região passará por uma guerra talvez de proporções maiores que a própria 2ª Guerra Mundial. Enquanto a hora não chega, os Estados Unidos abastecem os judeus com armas e recursos financeiros para que eles fiquem ali se defendendo dos ataques dos palestinos, que estavam naquelas terras antes de serem “despejados” pelos judeus.

Agora, após ler tanta coisa sobre geopolítica e economia, você deve estar novamente se perguntando, o que isso tem a ver com nós, cristãos? Primeiro, vamos à Bíblia:

“Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão.” (1 Tessalonicenses 5:3)

A crise, tanto política quanto econômica, deixam as pessoas vulneráveis a aceitar coisas impensáveis. Num cenário de instabilidade e insegurança, as pessoas são levadas a aceitar novas práticas, novas soluções em nome de uma promessa de volta à tranqüilidade. Nós, como seres humanos, temos o hábito de só buscar ou de aceitar todo tipo de ajuda quando estamos em problemas. E os homens, antes do aparecimento do anti-cristo estarão bastante vulneráveis. Veja:

“Homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto as virtudes do céu serão abaladas.” (Lucas 21:26)

Muitos de nós cristãos acabamos sendo ingênuos e não entendemos como a humanidade estará pronta a aceitar o Anticristo quando ele aparecer. Simples: da mesma forma como os alemães aceitaram o regime de Hitler, as pessoas aceitarão o Anticristo porque ele trará consigo paz. Mas não a paz verdadeira, mas a paz anunciada no versículo acima, a paz falsa, que precederá a repentina destruição. Avancemos no tempo e imaginemos como estará o mundo em meio a uma nova quebra da bolsa de Nova Iorque, que trará uma crise de proporções muito maiores do que a de 1929, pelo fato da economia mundial estar num nível muito maior de complexidade do que naquela época. Imagine também que os países mais influentes do mundo estejam envolvidas numa nova guerra mundial, entre Israel e Palestina, que mate aos milhões. Imaginem esse cenário e que surja um diplomata com novas idéias de paz, que tome as rédeas do mundo, finalize os financiamentos às guerras, acabando com elas, e ainda centralize a economia, resolvendo a crise. Some-se a isso, um processo de “deusificação” deste homem nos meios de comunicação de massa de todo o mundo. Quem não o verá com bons olhos? Quem não aceitará suas determinações? A grande maioria das pessoas acreditará nele – pois a religião, causa de conflitos, já terá entrado em descrédito no mundo, por ter sido causa de guerras. Da mesma forma que a Alemanha aceitou Hitler de braços abertos, mesmo com ele ordenando a morte daqueles que não se enquadravam no seu sistema, a humanidade vai aceitar o Anticristo, mesmo com ele perseguindo os “fanáticos” judeus e cristãos que não quiserem entrar no seu sistema pacificador do mundo, simplesmente por não aceitarem um simples chip na mão, que só trará segurança e praticidade. Logicamente, a morte desses “revoltados” não assustará as pessoas, já que serão aparentemente eles que estarão se opondo ao governo, pela insubmissão, e não o governo os matando injustamente.

Esse “Messias” enganará os habitantes da Terra, e os levará a um falso acordo de paz de 7 anos, que será quebrada por ele na metade do prazo, trazendo a “repentina destruição” predita na Bíblia, fazendo com que tardiamente, os homens percebam o engano em que entraram ao negarem a Deus (2 Tessalonicenses 2:11).

Por mais que muitos de nós não queira acreditar, os efeitos da crise que se anuncia tem tudo para trazer consigo exatamente as conseqüências descritas nesse artigo. Aumento das guerras e da instabilidade econômica, até o ponto que os homens se desesperarão tanto a ponto de se tornarem vulneráveis a ponto de não saberem discernir a verdadeira paz de uma paz enganosa, como o engano que os alemães caíram a acreditar no governo de sucesso econômico do nazismo.

O recado que deixo é para que fiquemos com os olhos abertos. Para que nós não sejamos levados pelo engano.

Não sabemos quando será o arrebatamento, portanto todo cuidado é pouco para que não sejamos levados pela opinião do senso comum, movido pela vulnerabilidade de acreditar em qualquer sinal de tranqüilidade em meio à crise. Se não sabemos quando será o arrebatamento, há estudiosos que identificaram como um grande sinal que precederá o aparecimento do Anticristo: a eclosão de uma Terceira Guerra Mundial (Israel-Palestina). Tal guerra, por gerar incontáveis mortes, gerará uma aversão por religiões em muitos e que de suas cinzas fará aparecer um homem, o Anticristo, que trará, com aparente sucesso, a paz mundial, mas que perseguirá o remanescente do povo de Deus que estiver na Terra (Apocalipse 12:17).

A Bíblia não mente nem exagera quando diz que o mundo “jaz no maligno” nem quando diz que desde muito tempo atrás que os reis da terra “conspiram contra o Senhor do mundo” (Salmos 2:1). Cabe a nós cristãos entendermos que o mundo está sendo movido por forças que sequer imaginamos, controlando os governos à sua vontade, para gradativamente levar o mundo à ruína. Ruína que levará junto todos aqueles que não tiverem em si o amor de Deus, que traz a revelação da Verdade (2 Tessalonicenses 2:10). A situação de guerras, fomes e exclusão social, profetizadas na Bíblia e na qual boa parte do mundo está se atolando (Mateus 24:7), é só mais um indicador dos caminhos pelo qual o mundo está indo. Cada vez mais os homens se tornaram escravos do egoísmo, do dinheiro, do consumismo e das guerras. Cabe a nós como cristãos, olhar o mundo aí fora, atento às profecias (1 Tessalonicenses 5:20), para que não sejamos enredados pelas armadilhas do Maligno e estejamos firmes na fé em Cristo Jesus e na certeza de sua volta.

“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” (Efésios 6:11-12)