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domingo, 19 de setembro de 2010

Devo acreditar no Pr. Piragine e aceitar que a igreja deve ter predileções ou rejeições entre partidos políticos?

Tem circulado na internet um vídeo que trata do posicionamento político de um pastor, chamado Pascoal Piragine. Seu discurso, claramente político e com pouquíssima argumentação religiosa (como deveria ser a de um pastor), chama a atenção por se posicionar não contra a política ou contra a corrupção, mas apenas contra um único partido político em específico. Muitos pastores têm assistido a esse vídeo e, sem uma análise mais profunda ou pesquisa sobre o tema, tem reproduzido as mesmas críticas parciais de Piragine em suas igrejas, a exemplo do que fez o pastor de minha igreja local no último domingo. Por isso, pesquisei um pouco melhor sobre tais assuntos, assisti ao vídeo em questão, e mandei um e-mail a ele sobre as parcialidades desse vídeo, e-mail com o qual ele concordou quase que integralmente. Dada a importância do tema, publico aqui os trechos principais do e-mail, para que aqueles que lerem também possam ser melhor esclarecidos e terem base para formarem opinião, ao invés de aceitarem uma opinião previamente manipulada, como a de Piragine. Confiram abaixo o texto do e-mail:

“Em face de tudo o que o senhor falou no último domingo sobre política, gostaria de fazer algumas considerações, baseadas no que ouvi e do que tenho conhecimento, até para que o senhor tome nota de fatos talvez não conhecidos. Creio que ao terminar de ler, o senhor poderá formar uma opinião mais fundamentada sobre os temas abordados e Deus poderá falar com o senhor sobre a veracidade das coisas que lhe direi.

Em primeiro lugar, fiquei feliz de ver o senhor chamando a igreja a se posicionar nas eleições. A igreja não pode mesmo ser massa de manobra de ninguém, tem que saber votar, escolhendo homens de Deus, que vão defender aquilo que nós cremos, e não os interesses de uma geração corrompida.

Todavia, vi que as criticas do senhor foram contaminadas por certa parcialidade. A mesma que vi num vídeo que tem circulado pela internet, do Pr. Piragine, do Paraná. Por isso, acredito que o senhor tenha visto esse vídeo e baseado suas críticas, ao menos em parte, pelo que esse pastor disse. Portanto, quero falar de alguns equívocos que esse pastor paranaense cometeu, e que inclusive deverão levá-lo a responder por isso diante da Justiça.

Primeiramente, fiquei “com o pé atrás” ao ver que esse pastor disse estar fazendo parte de “um movimento de católicos e cristãos, contra a iniquidade”. Isso, pelo menos para mim, soou estranho. Não é bíblico que estejamos unidos a outras religiões. Os apóstolos não se associavam às religiões romanas, e deveríamos ser como eles. Para mim isso soou estranho por cheirar ao chamado “movimento ecumênico mundial”, que tem unido pessoas que deveriam ser tão diferentes, como o papa atual e seu predecessor e um dos nomes em evidência no cristianismo internacional, Rick Warren, que é apenas um dos lideres cristãos mundiais envolvidos. Movimento esse que parece estar levando muitos a uma direção de aceitação de uma “religião mundial” que a Bíblia menciona. Todavia, não estou aqui para falar disso. Maiores informações e com maior propriedade, sobre esse assunto, podem ser lidas em http://www.espada.eti.br/n1606.asp, http://www.espada.eti.br/n2311.asp e http://www.espada.eti.br/rc145.asp.

Em seu vídeo, Piragine comete um estranho erro. Ele erra ao conceituar erroneamente a palavra “iniquidade”. A própria Bíblia trata da iniquidade pelo seu sentido denotativo, de injustiça (ver Sl. 14:4, Hb. 1:9 e II Ts. 2:12), e não de “costume com o pecado”, como ele quer dizer. Isso tanto é verdade que ele não cita nenhum versículo sobre tal palavra. A iniquidade, como injustiça social, é que deveria ser tratada de forma mais delicada em nosso pais, o 3º em desigualdade social em todo o mundo.

Sem abrir a Bíblia, Piragine usa como principal artifício um vídeo que já circulava na internet, sobre as imposições do PNDH-3, e o direciona levianamente para atingir o PT. Digo levianamente porque ele usa de um vídeo para o fim que lhe apraz, sem informar o porquê do vídeo ter sido feito. Creio que o senhor sabe o que é esse PNDH-3, mas falarei algumas coisas que talvez o senhor não conheça a respeito.

O programa nacional de direitos humanos é uma carta de intenções, que foi formulada no primeiro mandato do governo FHC, e recebeu nova formulação agora, estando em discussão no Congresso Nacional. O que pouca gente sabe é que em 1993, uma senadora do PSDB, suplente de FHC (que saiu em 1992 para ser Ministro de Itamar Franco antes de suceder o mineiro na presidência), apresentou projeto tentando legalizar o aborto, desde 1993. A suplente, de nome Eva Blay, apresentou o Projeto de Lei no Senado n° 78/1993, revogando todos os artigos do Código Penal que criminalizavam e penalizavam a prática do aborto. Projeto esse que, graças a Deus, não foi aprovado.

O PNDH II (íntegra aqui), também assinado em 2002 por FHC (e não por Lula) previa ampliação dos casos de aborto legal, na página 16, defendendo a ampliação da legalização do aborto, da forma:

179. Apoiar a alteração dos dispositivos do Código Penal referentes ao estupro, atentado violento ao pudor, posse sexual mediante fraude, atentado ao pudor mediante fraude e o alargamento dos permissivos para a prática do aborto legal, em conformidade com os compromissos assumidos pelo Estado brasileiro no marco da Plataforma de Ação de Pequim.

Assim, culpar o PT por tentar legalizar o aborto é uma acusação infundada, imputando a esse partido algo que foi iniciado no governo de FHC, pelo seu partido, que também é o de José Serra. O mesmo José Serra que, enquanto ministro, editou atos normativos regulando a interrupção de gravidez nos órgãos de saúde pública (http://www.cfemea.org.br/pdf/normatecnicams.pdf). O PNDH-3 é apenas o desdobramento de uma política internacional (Plataforma de Ação de Pequim), com a qual FHC se comprometeu pelo país e Lula simplesmente, querendo ou não, em nome do bom senso, é obrigado a concordar, para que as relações internacionais e a confiança do país não sejam estremecidas no exterior.

O pastor paranaense diz ainda que 2 deputados foram expulsos do PT e que nenhum deputado do PT pode votar contra o aborto. Mente em ambos! Os deputados citados foram apenas suspensos e se desligaram do PT por opção própria, para se juntar ao PV. Além disso, o Estatuto do PT assegura ao filiado o direito de se desvincular de decisão coletiva por motivo de convicção religiosa. Isso está no inciso XV do artigo 13 do estatuto do partido, em que consta:

“Art. 13. São direitos do filiado:

XV – excepcionalmente, ser dispensado do cumprimento de decisão coletiva, diante de graves objeções de natureza ética, filosófica ou religiosa, ou de foro íntimo, por decisão da Comissão Executiva do Diretório correspondente, ou, no caso de parlamentar, por decisão conjunta com a respectiva bancada, precedida de debate amplo e público.”

Além disso, o pastor diz ainda que o PT se posiciona a favor do direito da mulher de ter garantida a interrupção da gravidez. Isso é verdade. A posição da PT é essa, mas não obriga os deputados a votarem assim, como mostrei anteriormente. Aí qualquer pessoa pode pensar que se o PT é assim e o próprio PSDB foi quem preparou o caminho na via nacional e na internacional rumo à legalização do aborto, o jeito é votar na Marina, do PV. Mas isso pode ser em um ledo engano, já que o programa de governo do PV (disponível em www.cdlimperatriz.com.br/pvimperatriz/programapv.doc) defende claramente:

- A liberdade sexual e o homossexualismo (quando cita “defender a liberdade sexual, no direito do cidadão dispor do seu próprio corpo e na noção de que qualquer maneira de amor é valida e respeitável”)

- O aborto (pois no tópico 7 de seu programa defende a “legalização da interrupção voluntária da gravidez”, assim como o PT)

- A legalização controlada das drogas (pois em sua plataforma o partido diz que “uma nova política internacional provavelmente passará pela legalização e fornecimento, controlado pelo Estado, como forma de solapar e inviabilizar economicamente os grandes cartéis da droga”)

O que se conclui é que os 3 candidatos a presidente estão, direta ou indiretamente, ligados a iniciativas e/ou a partidos pró-aborto e pró-homossexualismo. José Serra inclusive já se disse favorável a tal casamento, e inaugurou hospitais próprios para travestis em São Paulo como governador. É por isso que entendo que a igreja não deve se posicionar contra esse ou aquele partido, ou contra esse ou aquele candidato, pois todos os que alçam a presidência, mostraram, cedo ou tarde, que não têm compromisso com o evangelho.

Pegar o PT de Lula como bode expiatório para tentar ganhar eleição é um filme reprisado de sessão da tarde. Os mais adultos como o senhor, pastor, certamente se lembram de 1989, ano em que as igrejas do Brasil em massa apoiaram Collor, sob o boato de que, se vencesse, Lula ia fechar as igrejas, perseguir os cristãos, mudar a letra do hino nacional, dentre tantas outras acusações. Por isso, diversos pastores famosos rejeitaram de púlpito o PT e apoiaram Collor. O resultado disso não tardou. Todos nós vimos o que Collor fez em poucos anos no Brasil e como ele terminou seu mandato, sendo obrigado a sair pela porta dos fundos do Planalto após ter lesado milhões de brasileiros e a economia do país. Vimos também, mesmo em face dessas acusações, como Lula entrou em 2003 e pegou um país que, mesmo tendo privatizado suas principais estatais no governo anterior, estava com altos níveis de desemprego e influenciado pela crise da Argentina que abateu também o Brasil, fazendo com que FHC não conseguisse fazer a sucessão.

Lula pegou o Brasil estagnado em 2003 e deixa o país agora, em 2010, ao fim do seu mandato com os mais altos níveis de aprovação popular da história de um presidente, fruto de um crescimento econômico e social que melhorou a vida de muitos brasileiros. De um país sem esperança, para um país que está bem visto lá fora e sendo contado para ser o próximo país a entrar no grupo dos países desenvolvidos. Assim, os frutos de Collor, FHC e Lula, falam por eles.

Eu não voto em Lula, e sim em Marina. Mas reconheço que Lula fez uma boa gestão como presidente. O PT merece ser criticado, mas como mostrei aqui, naquilo que o PT é combatido, os demais partidos também carregam características comuns. Por isso, por esses partidos serem todos tão semelhantes entre si, entendo que a igreja não é melhor lugar para criticar esse ou aquele partido, pois criticar um, subentende-se ser favorável ou estimular o voto ao outro. E o apoio de uma igreja a políticos não pode ser nominal, como faz Piragine, que estabelece o terrorismo para impor suas convicções, usando a igreja como massa de manobra, através de mentiras. Piragine, que foi procurado pela imprensa no Paraná após a publicação de seu vídeo, recusou-se a dar entrevista ou sequer a emitir uma nota, sob a desculpa de que estaria saindo em viagem, o que prova não ter ele agido de forma prudente ao falar do PT pois, se tivesse razões para tanto, teria se pronunciado com provas do que diz.

Reitero, pastor, que não voto em Dilma em 1º turno e não sou petista ou partidário de qualquer partido político. Falo como um servo fala a um superior quando o vê em erro. Sou contra qualquer união entre religião e Estado, pois isso sempre fragiliza a confiabilidade da igreja a longo prazo. Parece-me que Deus sempre permite que as fraquezas de políticos que se dizem cristãos sejam expostas, para que as igrejas entendam que apenas Cristo, e não homens, merece nossa plena confiança. Que aprendamos isso, como igreja, antes da eleição.

Convido o pastor a refletir e verificar as fontes e inclusive assistir vídeos relacionados no YouTube. Estou na nossa igreja pois sempre a admirei como uma igreja que nunca se envolveu com política, mantendo-se sempre fiel a sua visão. Uma igreja que não é levada por ventos nem pela pregação da moda, como essa desse pastor paranaense. E espero que a nossa igreja assim permaneça. Deve-se incentivar o cristão a votar com prudência, mas sem manipulá-lo a ir contra um ou outro partido, pois todos fazem parte de um jogo, de idéias praticamente iguais, que quase nunca divergem em pontos essenciais. É engano pensar que existe um partido melhor do que outro. É preciso ter sabedoria de não se posicionar de púlpito, pois rejeitar o PT, é, na atual conjuntura, concordar com PSDB, de homens como FHC, Marconi Perillo e Aécio Neves (ambos conhecidos por sua truculência contra seus opositores, a exemplo de Jorge Kajuru). Por isso, entrar em política é pisar em terras movediças demais e compromete todos aqueles que o façam.

Que Deus fale com o senhor e que Ele te use para falar à igreja, no próximo domingo, algo realmente imparcial e de acordo com a soberana vontade d’Ele, e não apenas reproduzir suas impressões sobre um vídeo que o senhor tenha visto e achado que parece verdade, pois a verdade não estará sempre na boca de todos os pastores, mas sim na Palavra de Deus, que nos dá o exemplo de Daniel, que sequer comeu daquilo que vinha dos “políticos” da época.”

domingo, 10 de janeiro de 2010

Obama e Jesus Cristo

O respeitado jornal dinamarquês “Politiken”, em mais-que-infeliz comparação, afirmou recentemente que o presidente norte-americano, Barack Obama, é maior que Jesus Cristo.

O mesmo jornal ainda foi além na exaltação a Obama. Citou que o presidente americano “é provocativo ao insistir em estender a mão, onde outros só vêem animosidade”. Diz ainda que embora “seus resultados tangíveis em curto prazo sejam escassos”, suas palavras “permanecem na consciência de sua audiência e têm efeitos de longo prazo”. A publicação ainda o exalta pelo fato de o presidente poder se identificar com os fracos e vulneráveis, pois veio também de origem humilde e por isso pode defendê-los. Sobre a comparação Cristo-Obama, o editorial complementa afirmando que “seria natural chegar-se à idéia de uma comparação entre Jesus e Obama. Se fizesse tal comparação, é certeza que Obama levaria vantagem”.

Tais afirmações são tolas, blasfemadoras, mas não assustam aqueles que já estão acostumados a assistir a TV e ler os nossos jornais de forma crítica, pois os meios de comunicação de massa são intermitentes em suas tentativas de afetar a imagem do cristianismo e de ridicularizar seus seguidores. É característica dos homens do nosso tempo o desrespeito a Deus, pois a própria Bíblia dizia que os homens seriam assim (2 Timóteo 3:1).

Mas reportagens como essa trazem à tona uma questão: seria Barack Obama o anticristo, predito na Bíblia? Antes de responder essa pergunta, analisemos algumas características do presidente que o aproximam daquele rei que é citado na Bíblia.

O Anticristo, que não é identificado na Bíblia sob esse título, mas como “besta”, “homem do pecado” ou “filho da perdição”, é descrito em várias passagens da Bíblia, tanto no Novo como no Velho Testamento. As principais que falam a seu respeito estão em Daniel, 2 Tessalonicenses e Apocalipse:

“Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.” (2 Tessalonicenses 2:3-4)

“E este rei fará conforme a sua vontade, e levantar-se-á, e engrandecer-se-á sobre todo deus; e contra o Deus dos deuses falará coisas espantosas, e será próspero, até que a ira se complete; porque aquilo que está determinado será feito. E não terá respeito ao Deus de seus pais, nem terá respeito ao amor das mulheres, nem a deus algum, porque sobre tudo se engrandecerá. Mas em seu lugar honrará a um deus das forças; e a um deus a quem seus pais não conheceram honrará com ouro, e com prata, e com pedras preciosas, e com coisas agradáveis.” (Daniel 11:36-38)

“E vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfêmia. E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés como os de urso, e a sua boca como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio. E vi uma das suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após a besta. E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela? E foi-lhe dada uma boca, para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para agir por quarenta e dois meses. E abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu. E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e língua, e nação. E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.” (Apocalipse 13:1-8)

A partir dessas passagens transcritas, é possível entender algumas características pessoais que esse homem terá. E também possível ver que, em Barack Obama, algumas delas podem se encaixar perfeitamente.

Um delas é a de que o anticristo será um excelente conciliador, com uma bela retórica, capaz de agradar os seus ouvintes por completo, ainda que sustentem opiniões opostas entre si. Terá portanto um grande poder de convencimento, capaz de trazer o mundo todo para seu lado, já que a Bíblia diz que ele terá “poder sobre toda tribo, língua e nação”, algo que hoje é pouco imaginável num mundo como o nosso, de tantas diferenças e permeado dos mais diversos conflitos religiosos. Mas não podemos discordar que esse trabalho de conciliação será extremamente facilitado se aquele que o faz for um governante de um respeitado país e que possua reconhecimento internacional, características do presidente americano.

Além de falar muito bem e conseguir trabalhar com sucesso na convergência de opiniões, vemos que o anticristo terá grande carisma com as pessoas. Esse carisma será tão grande que fará com que todas as pessoas não-salvas da terra o adorem através de uma estátua (Apocalipse 13:8), assim como é praticado em muitas religiões do mundo, nas quais o culto aos deuses são feitos diante de esculturas que os representem. Algo que não é tão difícil de acontecer se esse homem tiver um discurso que seduza os grandes banqueiros e mega-empresários do mundo, pois são estes mesmos homens que detém as ações majoritárias na maioria das grandes empresas de comunicação do mundo, que têm um imenso poder de influenciar a opinião pública a ter costumes cada vez mais absurdos se comparados às gerações anteriores. Em nossos dias, o poder que os discursos de Barack Obama têm alcançado, a ponto de influenciar o comportamento das cotações nas bolsas de valores do mundo todo com suas palavras, é mais uma mostra de que ele pode também se enquadrar em mais essa característica.

A Bíblia diz também que ele não terá respeito às religiões (2 Tessalonicenses 2:4), se opondo a elas. Ao ler essa passagem citada, me lembro de um vídeo que assisti na internet (http://www.youtube.com/watch?v=_IHQr4Cdx88), em que o atual presidente americano, já no início do seu discurso, nega veementemente que título de “nação cristã” ainda se enquadre no país que ele governa. Adiante, no mesmo vídeo, o presidente ainda ridiculariza a Bíblia, ao citar, sem a menor contextualização e com uma ironia sarcástica, o sacrifício de Abraão e o sermão na montanha, criticando os textos e causando risos na platéia ao reduzir sua importância prática. Sua capacidade de convencimento através de seu discurso conciliatório das mais diversas religiões – evidentemente sem respeitar os princípios de nenhuma delas – é mais uma característica que aproxima o presidente da imagem bíblica do anticristo.

Um último ponto que cito aqui é que, assim como Obama, o anticristo muito provavelmente será alguém que ocupe um alto cargo político, de governo. Ao descrevê-lo, Daniel o chama de “rei” (Daniel 11:36). Na descrição de Apocalipse, é representado com chifres e diademas (Apocalipse 13:1), o que na Bíblia aponta para poder e autoridade. Logo, o anticristo certamente será um governante, que terá um nível de influência política que alcance países de todo o globo, o que o permitirá ser alçado à posição de líder mundial. E, como sabemos, não há posição política mais importante e de maior influência no mundo do que o cargo de presidente dos Estados Unidos, atualmente ocupado por Barack Obama.

Em face de tudo isso que foi analisado, é tempo de respondermos à pergunta inicial. E na resposta não há certeza. Não sabemos se Obama será o anticristo, mesmo porque a Bíblia faz apenas alusões a ele e suas características, não dando informações precisas de quem será ele ou de qual será sua origem. Mas o que podemos perceber é que poderia perfeitamente ser Obama, já que ele se aproxima, e muito, das poucas descrições bíblicas a respeito do anticristo. Eu pessoalmente não acredito que o atual presidente americano seja o homem a que a Bíblia se refere, mas entendo que aquele que o for, terá todas essas características citadas em comum com Obama.

È claro que não é nossa tarefa fazer especulações ou arriscar palpites sobre quem será o anticristo, pois o pouco que foi dito sobre ele na Bíblia foi para ser totalmente revelado apenas àqueles que estarão aqui em seu governo e terão a Bíblia como referencial, para que vejam que o governante de seu tempo se enquadra no que a Bíblia previu. Por isso, a descrição da Bíblia sobre o anticristo serve muito mais para “confirmar o presente” (no tempo em que esse homem já tiver sido revelado), do que para “prever o futuro”.

O que deve ser tirado de lição é que devemos estar atentos com as notícias e com o que se passa no mundo, para que não sejamos enganados. E também vigiarmos, pois vendo o que acontece aí fora e o que está escrito na Bíblia, temos cada vez mais concretas provas de que o dia da ira do nosso Deus está muito próximo.

“Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem.” (Lucas 21:36)

“Porque é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir?” (Apocalipse 6:17)

domingo, 27 de dezembro de 2009

“Deus, um delírio” e outras mentiras de Dawkins

No artigo anterior, falamos a respeito da crítica que o estudioso ateísta-darwinista Richard Dawkins (autor de “Deus, um delírio”) faz ao cristianismo em sua obra mais conhecida. Rebatemos seu discurso justamente na sua base – a Teoria da Evolução – a qual ele estudou muitos anos e escreveu várias obras a respeito, e da qual tirou a inspiração para seu fundamentalismo ateísta. Mostramos inclusive que essa mesma teoria já se encontra corroída até pela própria ciência moderna. Agora, nesse artigo, continuaremos a analisar outras críticas não menos infelizes que Dawkins fez em seu livro.

O autor pauta suas críticas quase que exclusivamente nas condutas humanas em nome de Deus, mas em momento algum consegue provar aquilo a que se propôs: a verdade da afirmação de que Deus não existe. É claro que houveram homens que perverteram a religião e usaram-na como ferramenta para promover a injustiça, baseada em motivos egoísticos. Mas nenhum ato humano pode invalidar a existência de Deus, mesmo porque os homens são falhos e plenamente passíveis de cometer erros.

Em outra crítica, o autor rebate a validade das experiências pessoais como prova da verdade da fé. Mas é preciso entender que a própria fé é um ato pessoal e a pessoa dificilmente terá experiências de fé, sem que antes ela mesma tenha escolhido crer, já que a fé é fundamentada em uma certeza de algo abstrato (Hebreus 11:1). E homens tão contaminados de egoísmo, injustiça e iniqüidade como os de nosso tempo, definitivamente não costumam estar dispostos a crer, amar e aceitar uma verdade que poderá implicar em renúncia de seus prazeres (2 Tessalonicenses 2:10).

O autor defende ainda que muitos seguem a Deus numa fé covarde (do tipo “vou seguir Ele ainda sem saber se ele existe, porque se eu não crer e se Ele existir, terei problemas na eternidade; já se eu crer e ele não existir nada acontecerá”). E segundo o autor, esses não podem ser salvos, porque não tem mais méritos do que os que não crêem porque não tem provas. Só que o autor erra ao afirmar que estes que assim o fazem serão salvos, mesmo porque Deus não recompensa os que negociam com Ele, sem ter uma fé sincera (Hebreus 11:6). Pelo contrário, Deus se relaciona somente com os que O seguem por amor, e desejo de negar a si mesmos, não por simples conveniência. A salvação só é obtida mediante a fé, e aquele que diz que crê mas ainda duvida da existência do que diz crer, está apenas enganando a si mesmo, pois não tem fé e sequer nasceu de novo, o que é um pré-requisito para a salvação.

O autor usa ainda uma outra fórmula mais do que batida: a crítica do ideal de justiça do Velho Testamento, considerado duro demais por um Deus que afirma amar os seus filhos e pesado demais se comparados com o nosso ideal de justiça. Mas, o autor ignora a existência da palavra “dispensação”, que é a maneira como Deus trata com o homem durante um determinado período de tempo. E no tempo do Velho Testamento, a aplicação da justiça de Deus não era mais dura do que a justiça dos homens daquela época. Em todos os tempos, Deus sempre usou de medidas de justiça compatíveis com a justiça aceitável pelos homens de cada época. Comparar a justiça do passado com a atual e querer que ambas sejam semelhantes, é ignorar a própria intertemporalidade dos conceitos de justiça, direito e moral.

Dawkins rebate ainda a religião sob a ótica científica, afirmando que a ciência não suporta existências imateriais. Para ele, é impossível provar a existência de algo que não pode ser empiricamente demonstrado, como é a fé. Mas a própria Bíblia afirma que a fé não é algo humano, que possa ser demonstrado cientificamente. Muito pelo contrário, é diferente de mera certeza natural e é algo que vem de Deus (Efésios 2:8), e que por isso é imaterial. Mas essa imaterialidade não a faz ser falsa ou deixar de existir. Faz sim com que o homem natural, sem discernimento espiritual, não a compreenda claramente.

Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. (1 Coríntios 2:14)

Além disso, jamais a ciência provará a existência de algo contra qual se propôs e se baseou desde suas origens, que é a existência de Deus. Reconhecer a existência de Deus implicaria em revogar grande parte da ciência e do conhecimento humano, o que seria inaceitável para os que vivem na dependência da ciência ou que gastaram vários anos de suas vidas em estudos científicos.

Dawkins também afirma que a religião surge como resposta a uma lacuna que há em nós que achamos que tem que ser preenchida por Deus. O autor compara essa lacuna à necessidade que uma criança tem de ter um “amigo imaginário”. O mais interessante é que o autor reconhece que há mesmo uma lacuna em nós e que a existência humana depende de algo imaterial. Apesar de reconhecer que as pessoas que crêem em Deus têm esse espaço preenchido, ele teima em afirmar que essa lacuna pode ser preenchida pela ciência. Só que faltou a ele explicar como a ciência resolve a questão de se saber pra onde se vai depois da morte. Pois ao contrário dos que crêem na completude da ciência, os que acreditam em Deus têm certeza do lugar que irão quando morrerem.

Nas últimas páginas, o próprio autor escreve que “o que vemos do mundo real não é o mundo real intocado, mas um modelo do mundo real, regulado e ajustado por dados sensoriais”. Assim, o que ele mesmo vê não passa de uma impressão da realidade, e que por isso ele poderá estar enganado. O autor se atenta só ao que vê, e desconhece algo muito maior, que não é visível aos olhos (2 Coríntios 4:18), mas que é perfeitamente demonstrável naquilo que é visível até mesmo por ele em seus estudos (Romanos 1:20).

Como eu já esperava antes mesmo de abrir o livro, a obra passa longe de qualquer sombra de imparcialidade ou de qualquer análise séria e fundamentada sobre valores religiosos. Dawkins desfere golpes na religião citando apenas exemplos doentios, de pessoas que perverteram a fé, mas sequer cita o que a prática religiosa faz de bom e o que traz de retorno para a sociedade. O autor se aperfeiçoa em citar números de pesquisas que lhe servem para combater a religião, mas em momento algum o cita nenhuma pesquisa sobre a quantidade de casas de recuperação de drogados mantidas por igrejas evangélicas, a quantidade de famílias no mundo que são mantidas por arrecadações sociais dentro das igrejas, tampouco o número de pessoas que deixam seus lares para pregar o evangelho e prestar apoio e lugares inóspitos do mundo.

Como não poderia deixar de fazer, o autor considera a religião como dispensável. Para ele, os “ateístas podem ser felizes, ponderados, morais, e intelectualmente realizados”. Com isso, é possível concordar. A própria Bíblia diz que esse seria o “estado de espírito” dos homens que negam a Deus e que as coisas aconteceriam assim no mundo em nosso tempo:

“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios. Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência”. (1 Timóteo 4:2)

Qualquer um que ignore a existência de Deus e que viva de acordo com sua vontade, pode encontrar efêmeras alegrias no mundo e levar uma vida baseada em mentiras. Aleister Crowley, um dos maiores satanistas (ou filósofo ocultista, como é chamado pelos livros) que já passaram pela terra, dizia, em posição totalmente contrária à Bíblia (Romanos 13:8) que os homens poderia fazer o que quiserem, pois tudo seria permitido e seria toda a Lei. E é nessa errada concepção de moralidade que a nossa geração vive (Hebreus 3:10) - uma prova de que estamos na apostasia dos últimos dias.

O livro em si é fraco, de argumentos repetitivos e por isso, de leitura cansativa. Mas vende. Vende porque, como disse, o tema agrada todos aqueles que querem viver suas vidas sem religião, sem culpa. Todo homem que nega a Deus, que se agrada da mentira e que quer fugir da sua própria consciência, pode encontrar alento num livro como esse, e usá-lo como ferramenta para seguir enganando a si mesmo.

Todos nós podemos viver como quisermos, mas existem conseqüências eternas para tudo que fizermos aqui na Terra. Uma vida sem limites, regalada, prazerosa e longe de Deus pode parecer a melhor escolha, mas na sua essência, leva à perdição eterna. Queira você acreditar nisso ou não. Queira você ter fé ou aceitar o atrativo e comodista ateísmo de homens como Dawkins.

Darwin, Dawkins, Crowley e tantos outros homens que negaram a Deus e a obra de Sua Criação, um dia reconhecerão algo que é totalmente contrário ao que disseram em vida, e por isso, esse dia certamente será para eles de profundo arrependimento e lamentação. Mas para nós, que cremos em Deus e que vivemos segundo o Seu Propósito, esse será um dia de grande alegria. Dia pelo qual nós, que cremos, pacientemente aguardamos.

“Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim, E toda a língua confessará a Deus.” (Romanos 14:11)

domingo, 13 de dezembro de 2009

“Deus, um delírio” e as mentiras de Darwin

Dias atrás, um colega de faculdade, sabendo de minha orientação cristã, me ofereceu o livro “Deus, um delírio”, de Richard Dawkins, para que eu o lesse e “testasse” se minha fé resistia. Acabei aceitando a leitura, mas disse que ia rebater os argumentos do livro posteriormente.

Muitos cristãos evitariam uma leitura como essa ou pastores até a proibiriam. Mas eu acredito que em tudo que se vai fazer na vida, é preciso que sejamos inteligentes e saibamos analisar todos os argumentos, seja de onde eles vierem ou por mais contrários que eles sejam àquilo que nós cremos. Não é ser racional só no trabalho ou nos estudos, mas em pontos onde pouco se fala em pensar demais, como em nossos relacionamentos e até em nossa fé.

A própria Bíblia nos diz que nós devemos, em nossa fé, buscar ser racionais (1 Pedro 2:2), e que devemos examinar tudo, e de tudo tirar aquilo que for bom (1 Tessalonicenses 5:21). Quem não tem uma fé inteligente, dificilmente saberá defender o que acredita diante de circunstâncias adversas, praticar sua fé sabiamente, ou mesmo resistir de forma firme aos ataques do diabo em sua mente.

Há muitos cristãos que não têm conhecimento claro a respeito de sua fé. A meu ver, todos aqueles que se desviaram são parte desse grupo de pessoas, pois todo aquele que realmente nasce de novo, não só tem certeza de sua salvação, mas também tem certeza que está seguindo a verdade. E quem sabe que está seguindo a verdade não se desvia dela para seguir a mentira, a não ser que tenha dúvidas.

Uma fé inteligente passa pelo pleno conhecimento e convencimento próprio da verdade daquilo que está se seguindo. Quem não tem base para aquilo que acredita, não conhece o seu próprio Deus e é apenas parte da multidão.

Para esse grupo de cristãos que citei nos parágrafos anteriores, ler um livro como esse é sim um perigo. Mas não o será para os demais, e para estes eu recomendo a leitura crítica da obra.

Apresentando o tema, o autor faz uso de frases que se tornaram verdadeiros bordões para aqueles que criticam o cristianismo. Entre os citados, estão os de que “a religião só existe porque as pessoas precisam de consolo”, ou que “as pessoas se agarram à religião porque foram iludidas”, ou ainda, a de que “a fé religiosa não depende de justificativas racionais”.

O livro em si difunde uma visão profundamente darwinista. Darwin, autor de “A origem das espécies”, foi o mais notável defensor da Evolução, ou seja, para ele não existiu nenhuma obra de criação divina de seres vivos, como diz a Bíblia, mas sim, cada espécie e seus órgãos evoluíram de forma lenta e gradual ao longo de milhares de anos até chegar na forma que é hoje. Assim, fica claro o paradoxo entre a Bíblia e os darwinistas. Ou se acredita na Bíblia ou na teoria de Darwin.

Assim como o autor combate o fato de toda teoria religiosa partir do pressuposto que Deus existe, o pressuposto do qual ele mesmo baseia sua obra para combater a idéia da Criação é no ideal de que a teoria de Darwin está totalmente certa. Mas não está. Pesquisas mais atuais têm provado que a teoria de Darwin apresenta vários furos, e existem diversos seres cujo organismo simplesmente não pode ter sido formada a partir de evoluções lentas.

Nessa linha de argumentação, há um interessante documentário disponível no YouTube, intitulado “Criaturas incríveis: Criação ou Evolução?” O autor do documentário era um darwinista que, ao analisar a teoria com maior atenção, percebeu que haviam muitas "suposições" (exemplo: de que as rochas são muito antigas) que eram consideradas como verdade absoluta sem que fosse provado sê-lo. Mas algumas dessas suposições jamais poderiam ocorrer aleatoriamente, o que levou o autor a perceber que a teoria de Darwin poderia estar errada, pois partia de premissas falsas.

Prosseguindo em seus estudos, o estudioso encontrou criaturas específicas cuja própria sobrevivência depende de duas ou mais capacidades únicas que precisam combinar-se simultaneamente, não podendo evoluir uma antes da outra, pois isso implicaria na própria morte da criatura.

Ao longo do filme, o autor vai citando e explicando vários exemplos de animais que reuniam em si duas ou três dessas capacidades impossíveis de terem evoluído juntas. Dentre elas estão o complexo e exclusivo sistema circulatório da girafa, o mecanismo de defesa do besouro bombardeador, o modo de vida e reprodução do pássaro incubador australiano, a estrutura da cabeça do pica-pau e da língua do pica-pau verde europeu, as estruturas das patas da lagartixa, que são apenas mostras de características impossíveis de terem surgido ao acaso.

Em seu livro, Dawkins chega até a citar o besouro bombardeador, afirmando que sua existência não prova a teoria da criação. Mas a existência do besouro e de outros tantos animais impossíveis de terem “evoluído”, dá um tiro mortal em qualquer teoria evolucionária. Se tais animais têm características que não podem ter surgido lentamente, não resta a menor dúvida de que eles foram objeto de uma criação, ou seja, foram projetados e criados por uma inteligência superior. Diante de provas tão materiais, nenhum cientista que se preza pode negar que esses animais (e, portanto, os demais) foram criados, e não “evoluídos”. O próprio Darwin, que certamente desconhecia esses animais, já reconhecia que se eles existissem, sua teoria estava furada. Veja o que ele mesmo disse:

“Se fosse demonstrado que qualquer órgão complexo existisse e que ele não pudesse ter sido formado por numerosas, sucessivas e pequenas modificações, minha teoria absolutamente ruiria”. (Charles Darwin)

Já mostramos que existem vários “órgãos complexos” que derrubam de vez a teoria de Darwin ou qualquer arremedo de estudo que se baseia na idéia de que os animais surgiram de evoluções graduais. Por isso, nenhum cientista conseguiu provar até hoje, e nem conseguirá provar, que o mundo não foi obra de uma criação por uma inteligência superior. Pelo contrário, repito que essas criaturas incríveis, provam seguramente que foram fruto de uma obra de uma mente criadora e inteligente demais.

Mas ai você pode se perguntar: se isso é tão claro e lógico, por que os cientistas não vêm a público e reconhecem isso? Por que eles não aceitam o Criacionismo e encerram a discussão? A Bíblia responde:

“Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça. Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos." (Romanos 1:18-22).

Os homens teimam em fazer exatamente o que está descrito nos versículos acima: eles sabem e entendem claramente a verdade da criação, mas recusam-se a glorificar a Deus reconhecendo a sua Criação, preferindo transformar essa mesma verdade em injustiça, enganando os demais (2 Timóteo 3:13).

Por serem injustos, os cientistas simplesmente suprimem a prova, ocultam uma verdade que implicaria na negação de teorias às quais eles dedicaram longos anos de seus estudos. Ao se depararem com essas criaturas, que provam o Criacionismo, eles se perguntam: “será que isso evoluiu mesmo ao longo do tempo de forma lenta e gradativa, ou será que isso surgiu de uma vez do jeito que é hoje?”. Quando descobrem que não há como descrever tais criaturas por meio da evolução, aí resta somente uma opção: a de aceitar que talvez haja mesmo um projetista, um criador. Então decidem: eu não quero ir por aí. Aí então, escondem as provas. Os livros simplesmente ignoram esses pontos que a teoria de Darwin não explica, mesmo porque se explicasse, não haveria motivos para que o livro fosse sequer escrito.

Em seu livro, Dawkins reconhece ainda que “a natureza é uma estrutura magnífica que só compreendemos de modo muito imperfeito”. De fato, fugindo da ótica bíblica, a compreensão que Ele mesmo tem também sobre o mundo e a existência de Deus está eivada de imperfeição.

Ver todos esses furos da evolução é enxergar a beleza da criação de Deus. Um Deus que de tão onisciente, sabendo que no futuro o homem duvidaria que o mundo foi obra de Suas Mãos, colocou tais criaturas na Terra para garantir que os homens soubessem o quão absolutamente impossível é para este mundo e todos os seus habitantes terem surgido pelo acaso evolucionário.

Dois grandes cientistas, Louis Pasteur e Einstein, são autores de frases que se tornaram conhecidas e que merecem ser citadas:

“Um pouco de ciência nos aproxima de Deus. Muito nos afasta.”

“Sem a religião, a ciência é capenga; sem a ciência, a religião é cega.”

Com as duas frases podemos concordar. Um estudo científico pobre, parcial mesquinho e limitado sempre tentará negar a existência de Deus, mas essa negação não subsistirá se a análise for baseada na verdadeira busca imparcial da verdade. Também a ciência jamais conseguirá explicar de forma autônoma, e independente e diferente, aquilo que a Bíblia já explicou. Assim também uma fé em Deus deixará de ser cega na medida em que buscar a prova de sua validade também nas coisas naturais, nas obras da Criação de Deus, que Ele mesmo deixou para evidenciar a Sua Glória aos homens.

Podemos estar certos de que todo conhecimento científico que tente combater a existência de Deus ou a maravilhosa obra de Sua Criação, não terá como fugir de dois destinos: ou chegará a um ponto onde não poderá avançar, de forma lógica, e provar o objetivo da pesquisa, ou simplesmente chegará a certezas baseadas em falsas suposições, como fazem até hoje os que insistem acreditar em Darwin.

“Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas; Destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo.” (2 Coríntios 10:4-5)

No próximo artigo, falaremos um pouco mais da obra “Deus, um delírio” e as suas falsas acusações ao Cristianismo.

domingo, 4 de outubro de 2009

Os perigos do Acordo Brasil-Vaticano (II)

No artigo anterior, comentou-se a respeito do Acordo Brasil-Vaticano, que vem tramitando no meio político nacional sem a devida atenção da imprensa, e que já foi assinado pelo presidente Lula e aprovado na Câmara, restando apenas a aprovação do Senado para entrar em vigor no país.

Um acordo que, se aprovado no Senado, trará implicações sérias e provavelmente irrevogáveis, que comprometerão, entre outras coisas, a liberdade religiosa e até os gastos públicos em nosso país. Hoje serão analisadas as conseqüências práticas, ou seja, os problemas que advirão junto com a entrada em vigência desse acordo.

Problema 1: Isenções fiscais para o patrimônio da igreja. Prevista no artigo 15 do Acordo. A nossa Constituição já dá imunidade tributária aos templos religiosos em nosso país, o que é algo suficiente para a garantia de liberdade religiosa em território nacional. Se o interesse do Vaticano fosse exclusivamente o de garantir que os templos católicos não pagassem impostos, essa cláusula não deveria sequer aparecer no acordo, pois a nossa Constituição já garante isso. Mas o interesse não é apenas religioso. É sobretudo econômico. Se a igreja católica alcança a isenção fiscal para todo o seu patrimônio, essa instituição terá o direito de ser uma pessoa jurídica como outra qualquer, e não pagar qualquer tipo de imposto por isso, o que geraria uma situação onde, nas áreas em que a igreja atuasse, poderia ter privilégios sobre seus concorrentes. Essa clausula é totalmente ilegal, absurda, na medida em que a igreja busca uma isenção em atividades comerciais. A instituição quer ter o direito de abrir um cinema, um supermercado, uma loja, assim como eu e você podemos fazer, mas não quer pagar nenhum tostão de imposto. Jesus Cristo dizia “Daí pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Mateus 22:20). Ele mesmo recomendou que a igreja não deve receber aquilo que é do rei, do Estado. Tampouco se “imunizar” indevidamente dos impostos, em práticas comerciais nas quais eu e você somos obrigados a pagar.

Problema 2: Eclesiásticos sem vínculo empregatício. Está prevista no artigo 16 do acordo. Cria-se uma situação onde padres, freiras e trabalhadores voluntários da igreja não teriam um direito que todo trabalhador brasileiro tem, que é o de trabalhar com carteira assinada. Mais uma cláusula que afronta as garantias constitucionais do nosso país. E os efeitos de uma cláusula como essa são amplos demais para serem ignorados. Além de violar o princípio da igualdade entre as partes, viola o direito que todos temos do “livre acesso à justiça”. Isso colocaria em fragilíssima situação todos aqueles que trabalham para a igreja, pois eles seriam obrigados a trabalhar não segundo as condições previstas na CLT, mas segundo o Direito Canônico, que é pré-estabelecido pela Igreja. E isso poderia incluir trabalhar por salários inferiores ao estabelecido nacionalmente como mínimo, sem direito à greve, acordos salariais, 30 dias de férias, FGTS, entre outros direitos. Se em algum momento o trabalhador se ver enganado, não terá a quem reclamar, pois a própria Justiça Brasileira já estará de mãos atadas para agir em questões trabalhistas envolvendo a igreja, depois da ratificação desse acordo.

Problema 3: O patrimônio da igreja, passa a “depender” do Estado. Está no artigo 6º. Consiste numa obrigação por parte do Estado de "cooperar para salvaguardar, valorizar e promover a fruição dos bens, móveis e imóveis de propriedade da Igreja". As letras podem ser bonitas, mas as conseqüências são sérias. Em resumo, os bens da igreja no Brasil continuarão pertencendo à igreja, ficando sob sua salvaguarda, mas serão considerados como se fossem bens do Estado, com o status de “patrimônio cultural e artístico”. Assim, eu e você seríamos obrigados a arcar com os problemas da igreja, pois é o dinheiro público que pagará os consertos e reformas em templos religiosos católicos. Dinheiro esse que, obviamente, deixará de ser aplicado na saúde, segurança pública, educação e em outras áreas no Brasil, que já sofre com serviços de péssima qualidade ao cidadão, e poderá sofrer ainda mais.

Pois bem, vamos parar e pensar um pouco, apenas sobre esses 3 problemas ora apresentados. Imaginemos a situação em que você precise reformar sua casa. Para isso, existem gastos dos quais você precisará se preocupar, como o pagamento das obrigações trabalhistas do responsável pela mão-de-obra da reforma, a compra de todos os materiais (como cimento, areia, etc.) que serão utilizados na obra e ainda precisará estar em dia com os impostos prediais, pois sem pagá-los, você terá problemas com o Estado e não conseguirá vender ou transferir essa casa para nenhuma outra pessoa no futuro.

Imaginemos agora que esse acordo já está em vigor e você não fosse um mero cidadão querendo reformar sua casa, mas a Igreja Católica querendo reformar um templo. É difícil de acreditar, mas você poderia se deparar com uma situação em que não precisaria se preocupar financeiramente com nenhuma dessas questões! Você, como responsável pelas finanças católicas, poderia atribuir a um funcionário da igreja, ao salário que você quisesse pagar, a mão-de-obra da reforma, e ele não poderia depois requerer na Justiça nenhum tipo de diferença a despeito de obrigações trabalhistas. Você também não precisaria levantar recursos financeiros para reformar esse templo, bastando afirmar que ele é um “patrimônio cultural da humanidade” e o Estado (entenda-se aqui todos os cidadãos brasileiros, católicos ou não, através de seus impostos) teria o dever legal de arcar com a obra. Também não precisaria pagar os impostos, afinal os templos religiosos já gozam de imunidade tributária. Analisando esse exemplo, dá para ver que a situação de privilégio que a Igreja Católica desfrutará está muito além dos limites da injustiça.

Problema 4: Os brasileiros perderão parte de sua liberdade de expressão. Está no artigo 2º do acordo a garantia à igreja do "exercício público de suas atividades". O artigo 7º impõe a proibição de qualquer forma de desrespeito às "suas liturgias, símbolos, imagens e objetos cultuais". Com isso, os limites físicos da igreja se estendem. Ela poderá promover suas atividades em praça pública, e a sociedade não poderá tecer qualquer tipo de crítica, ainda que essa prática impeça os cidadãos de exercer seus direitos, como por exemplo o de ir e vir. As implicações disso são notórias na Itália, onde já foi aprovado este tipo de acordo há várias décadas. Ali, uma comediante se viu diante da hipótese de ser presa por 5 anos por "ofender a honra da sagrada e inviolável pessoa de Bento XVI”.

Problema 5: Primazia da assistência religiosa católica. O artigo 8º do acordo garante à igreja católica o direito de prestar serviços de “assistência espiritual aos fiéis internados em estabelecimentos de saúde, de assistência social, de educação ou similar, ou detidos em estabelecimento prisional ou similar, observadas as normas de cada estabelecimento, e que, por essa razão, estejam impedidos de exercer em condições normais a prática religiosa e a requeiram”. Uma garantia que pode ser considerada justa, mas seus possíveis efeitos, nem tanto, tendo em vista que tal prerrogativa só será dada à igreja católica. Os padres e missionários católicos teriam o pleno direito de entrar em presídios, escolas e hospitais, como se fossem funcionários desses estabelecimentos, não sendo permitido à essas entidades impedirem sua entrada nesses locais. Como a prestação católica será a única regulamentada, nada impedirá que um funcionário de um presídio ou escola barre a entrada de um pastor nesses estabelecimentos, o que afetaria a liberdade religiosa, já que só os católicos teriam direito garantido à assistência religiosa.

Problema 6: Impossibilidade de negociação futura e ampla possibilidade de complementação. Essa pode ser uma das piores faces deste acordo. No artigo 18, consta que o acordo poderá ser complementado, o que dá uma “mobilidade” ao Vaticano para incluir novas exigências mesmo depois que o acordo já tenha sido assinado. Isso inclui a interferência em temas polêmicos, como nas questões do aborto, uso de técnicas anticonceptivas e pesquisa com células-tronco embrionárias. Além disso, nesse mesmo artigo há a previsão de que todas as divergências que posteriormente surgirem na aplicação do acordo serão resolvidas por negociações diplomáticas diretas. Assim, depois de assinado o acordo, o Brasil só conseguirá algum tipo de mudança nos termos se o Vaticano aceitá-la. E, como citado no artigo anterior, as autoridades do Vaticano não abrem mão de seus acordos e não tem o costume sequer de abrir qualquer tipo de negociação. É por isso que muita gente vem chamando a exigência do artigo 18 de “cláusula da ratoeira”.

Problema 7 (e principal): Predominância do ensino religioso católico nas escolas. O artigo 11 do acordo prevê que seja oficializado o ensino religioso em todas as escolas públicas do nosso país. O Vaticano queria que esse ensino fosse expressamente referido como sendo o católico, mas o governo brasileiro solicitou que a expressão “ensino religioso católico”, originalmente colocada, fosse substituída por “ensino religioso católico e de outras religiões”, o que não muda muito, já que a única religião autorizada legalmente é a católica. Perceba que, apesar do acordo pretensamente prezar pela liberdade religiosa, há uma concessão de primazia ao ensino católico, pois por ele, apesar das outras confissões poderem firmar acordos similares, nenhum desses acordos gozará do status de acordo internacional como o que regulamentou o ensino católico. Assim, entre os níveis de influência de cada igreja, o Vaticano terá posição superior, sem que ninguém tivesse questionado antes o porquê dessa preferência por uma religião com cada vez menos adeptos no país.

Representantes do Vaticano, que defendem essa cláusula, argumentam que o ensino da religião não pode ser uma exposição comparativa de religiões distintas, pois poderia gerar confusão, relativismo ou indiferença religiosa. Mas eu pergunto, e a liberdade religiosa? E o direito que o cidadão tem de livre escolha de sua religião. Ou ainda, que legalidade há no ato de se impor a religião católica na mente de crianças de idade ainda insuficiente para escolher racionalmente aquela crença que melhor lhe parece? A reposta para mim é que o objetivo é fazer com que a mente dessas crianças seja manipulada desde a infância e eles se tornem adultos católicos apenas porque foram mentalmente condicionados para isso e não puderam ter o direito de conhecer outra religião para fazer escolha ou juízo de valor entre elas. É a mesma tática de mudança de comportamento que Hitler usou para semear o ideal nazista e torná-lo aceitável: incluindo seus princípios nas escolas, para que os futuros adultos já cresçam manipulados a aceitar o modelo imposto como sendo normal.

Além disso, não parece nada correto que num país democrático como o nosso, os cidadãos cuja vida nada tem a ver com o catolicismo, paguem impostos para que sua doutrina não seja propagada nos instrumentos oficiais, e ainda seus filhos sejam vítimas de um proselitismo católico nas escolas.

Alguns podem argumentar que o ensino da religião será de matrícula facultativa, e que nenhum aluno será obrigado a ter aulas de religião católica. De fato, a LDB já estabelece a oferta obrigatória, com matrícula facultativa, da disciplina de ensino religioso nas escolas públicas de ensino fundamental. Só que na prática, não se questiona os pais e as crianças para saber se elas querem ter essas aulas. Pelo contrário, a escola segue matriculando todas as crianças e somente excluindo aquelas que manifestem expressamente a intenção de não frequentar a disciplina. Apesar dessa facultatividade, já estudei em escola pública e nunca vi nenhum aluno que tenha usado dessa prerrogativa de escolher não cursar o ensino religioso, mesmo porque isso pouco se divulga no meio estudantil. Além disso, não há também atividades alternativas disponíveis ao aluno que optasse por não participar dessas matérias, que quase sempre são oferecidas no meio da grade de aulas (se fosse no final da grade, não impediria os alunos de irem embora mais cedo no dia dessas aulas). Assim, o “facultativo” é só um apelido para algo que já se tornou na prática obrigatório. Só que com esse acordo, não será apenas um ensino religioso neutro, mas um ensino confessional, católico, onde nossos filhos não terão aulas de religião, mas verdadeiras catequeses católicas dentro de suas próprias escolas! Imagine quão difícil será para o pai evangélico, que não puder pagar uma escola particular para o filho, ensinar a ele os princípios aprendidos na igreja no domingo, se durante o resto da semana, seu filho será submetido ao aprendizado forçado de conceitos totalmente contrários aos que o seu pai queria que ele valorizasse.

Uma cláusula como essa teve um efeito, semelhante ao apresentado aqui, na Polônia. Há 20 anos atrás o catecismo foi colocado nas escolas de lá como matéria apenas facultativa. Pouco tempo depois, os salários dos professores do catecismo começou a ser pago pelos cofres públicos. Em seguida, as notas na matéria religiosa passaram a contar para a aprovação. E agora em 2009, para boa parte dos alunos, inclusive os que não se declaram católicos, o catecismo será, na prática, compulsório.

Enfim, esses problemas mostrados são apenas alguns dos que advirão da assinatura desse acordo. Muitos têm se perguntado: o que podemos fazer para impedir esse acordo de ser aprovado? Entendo que como quase todas as etapas para a aprovação já foram cumpridas, nos resta poucas opções. Como estamos na dependência apenas da aprovação do Senado, uma boa saída seria se todos nós entrássemos em contato com os senadores que elegemos, enviando e-mails de repúdio à aprovação desse acordo. Ou ainda, poderia ser útil a organização da igreja, promovendo manifestações públicas ou mandando e-mails sobre esse assunto a todos os nossos conhecidos, pois a grande maioria dos evangélicos sequer imagina que tramita um tratado desse tipo no cenário político nacional, já que isso não foi um fato muito divulgado. Assim, é possível que se esse assunto ganhe a “boca do povo” e alguma providência possa ser tomada em tempo hábil no Senado.

Frente a fatos como esses, vemos que o cerco contra a liberdade religiosa está se fechando, como já foi biblicamente predito para os últimos dias (Daniel 11:36). Estamos nos aproximando de um tempo onde haverá apenas uma religião institucionalizada, não-perseguida e reconhecida pelas autoridades mundiais, o que será apenas um passo necessário para que quase o mundo todo seja influenciado, sob uma mesma liderança religiosa, a acreditar na mentira e ser condenado (Apocalipse 13:12; 2 Tessalonicenses 2:10).

“E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.” (2 Pedro 2:1)