Mostrando postagens com marcador falso profeta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador falso profeta. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Carlton Pearson e a negação do inferno

Vivemos num mudo de apostasia, onde o pecado e a iniqüidade têm tomado conta da mente dos homens, cauterizado suas consciências e facilitado o caminho para que estes fiquem cada vez mais conformados e distantes de Deus, sendo assim presas fáceis à ensinos enganosos, que fazem com que seu entendimento seja confundido pela mentira.

Esse cenário faz com que as pessoas cristãs do nosso tempo aceitem um “evangelho de conveniência”, onde as pessoas crêem e praticam somente o tipo de doutrina que mais atenda aos seus desejos carnais e que não os confrontem. Conseqüência direta disso é a velocidade em que se abrem novas igrejas nas grandes cidades e a rotatividade dos membros entre elas. Nesse novo modelo, a pessoa fica na igreja até que esta comece a pregam algo que elas não queiram concordar. A partir daí, elas buscam outra igreja que volte a massagear o ego delas.

Só que muito daquilo que agrada aos crentes mais carnais são mentiras que batem de frente com a verdade pregada na Bíblia. Um dos atuais expoentes dessas “mentiras que confortam” é um pastor californiano chamado Carlton Pearson.

Pearson era um pastor pentecostal dos anos 90 que enfatizava a prosperidade material em suas pregações, mas não deixava de lado os fundamentos da fé cristã, quais sejam, o de que todos nós nascemos pecadores e estamos condenados ao inferno até que aceitemos Jesus Cristo.

Até que um dia, como quase todos aqueles que criam heresias, Pearson teve uma “reveladora experiência pessoal”. Ele havia começado a estudar a Bíblia nos idiomas em que ela foi escrita e começou a vê-la não como a verdadeira Palavra de Deus, mas apenas como “um livro sobre Deus escrito por homens”.

A partir de então, passou a contestar a idéia da existência do inferno, como descrita na Bíblia. Segundo ele, não daria para amar um deus que estaria torturando a avó dele no inferno. Ele alega que em meio a suas dúvidas, ele teria ouvido uma voz que lhe disse que o inferno é aqui na terra. Voz na qual ele teria acreditado.

“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios;” (1 Timóteo 4:1)

Depois disso, ele passou a mudar suas pregações, alegando desde então que a existência de um inferno para homens não passa de paganismo e de pura superstição.

Várias publicações evangélicas americanas passaram a condená-lo e sua igreja teve uma uma sensível diminuição no número de membros após a introdução dessa heresia. Diminuíram também os convites para conferências e eventos que ele antes recebia de outros pastores.

Mesmo em face disso, ele tem insistido nessa pregação e sua igreja tem voltado a crescer. Em uma de suas pregações, ele afirmou:

“Podemos passar por um inferno, mas ninguém vai para o inferno. Minha esperança é que as pessoas aprenderão a se amar, a se aceitar e a se celebrar. Isso é algo bem dramático, mas penso que salvará o planeta”. (Carlton Pearson)

Todavia, a negação do inferno não é tão simples assim. Se aceitamos a idéia de que o inferno não existe, isso trará uma decorrência: a de que não faz sentido os cristãos lutarem contra o pecado e pregarem o Evangelho da salvação aos pecadores. E o próprio Pearson tem também apoiado práticas que a Bíblia condena.

Recentemente, Pearson liderou centenas de pastores evangélicos americanos num comício para pressionar o Congresso americano a aprovar uma lei antipreconceito homossexual. Ele também é autor do livro “O Evangelho da Inclusão”, que tem alcançado grande aceitação entre os ativistas homossexuais. Nele, Pearson defende o universalismo. Segundo essa corrente de pensamento, a morte/ressurreição de Cristo já pagou o preço para que toda a humanidade tenha a vida eterna (sem necessidade de que alguém se arrependa de pecados e receba salvação), não é necessário que alguém creia em Jesus Cristo para que seja salvo e toda a humanidade irá para o céu, independente de sua religião.

Depois de abrir as portas de sua igreja para tantas heresias absurdas e assim perder o apoio de quase todas as lideranças evangélicas que estavam com ele, Pearson encontrou apoio na comunidade judaica e no movimento homossexual, os quais ele passou a defender.

Além desses dois grupos, Pearson ainda encontrou outro aliado ainda mais inusitado: o Vaticano. Isso porque a Comissão teológica internacional, principal órgão conselheiro sobre questões doutrinárias da Santa Sé, tem afirmado que os cristãos podem ter a certeza que o inferno estará vazio! Para o Vaticano, até mesmo os maiores pecadores poderão ser absolvidos e mandados ao paraíso. Antes mesmo de Pearson ter sua “revelação”, o papa João Paulo II já defendia que todo homem está “cristificado” pela encarnação e então todos são salvos. Na opinião do falecido papa, o inferno provavelmente estará vazio. Todos estão salvos.

No meio de tanta heresia, o que nós sabemos é que a Bíblia não deixa margem para nenhuma dúvida de que o inferno é real! Senão, vejamos algumas passagens bíblicas sobre o tema:

“Mas eu vos mostrarei a quem deveis temer; temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno; sim, vos digo, a esse temei.” (Lucas 12:5)

“E, se o teu olho te escandalizar, lança-o fora; melhor é para ti entrares no reino de Deus com um só olho do que, tendo dois olhos, seres lançado no fogo do inferno,” (Marcos 9:47)

“Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?” (Mateus 23:33)

A existência do diabo e do inferno não só é uma verdade bíblica, como é um elemento primordial dentro do cristianismo. Se não houvesse nenhuma ameaça de condenação do homem ao inferno, não haveria sentido algum no sacrifício de Jesus Cristo (afinal, de que a Sua morte nos salvaria, senão da condenação eterna), que desceu à terra para que o homem pudesse ser salvo. Um dos versículos mais importantes da Bíblia fala justamente disso:

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16)

A verdade é simples e fácil de ser entendida. Deus enviou seu Filho ao mundo para que Ele desse Sua Vida e para que todos aqueles que crerem n’Ele fossem livrados da condenação (Marcos 16:16), e alcançassem a vida eterna.

Todo crente precisa ter essa certeza: a de que sem o sacrifício de Jesus Cristo e sem a sua ressurreição, não teríamos acesso à salvação pela fé, como temos hoje. Isso é uma das bases de nossa crença. Através da sua morte, fomos comprados para Deus a preço de sangue (Apocalipse 5:9) e libertos de um inferno, que é real.

“Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)” (Efésios 2:5)

O problema da negação do inferno feita por Pearson está no fato de que essa negação carrega implícita a negação do poder redentor do sacrifício de Cristo! Igrejas e pastores que flertam com idéias como essas estão levando seus fiéis a serem enganados. Além de estarem também abrindo as portas para o Anticristo, que será aceito por pessoas como Pearson, que estejam dispostas a negociarem o evangelho, negando a eficácia do sacrifício de Cristo e da existência de um juízo de Deus sobre todo homem.

“Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho.” (1 João 2:22)

“E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo” (Hebreus 9:27)

“Mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios.” (2 Pedro 3:7)

domingo, 4 de outubro de 2009

Os perigos do Acordo Brasil-Vaticano (II)

No artigo anterior, comentou-se a respeito do Acordo Brasil-Vaticano, que vem tramitando no meio político nacional sem a devida atenção da imprensa, e que já foi assinado pelo presidente Lula e aprovado na Câmara, restando apenas a aprovação do Senado para entrar em vigor no país.

Um acordo que, se aprovado no Senado, trará implicações sérias e provavelmente irrevogáveis, que comprometerão, entre outras coisas, a liberdade religiosa e até os gastos públicos em nosso país. Hoje serão analisadas as conseqüências práticas, ou seja, os problemas que advirão junto com a entrada em vigência desse acordo.

Problema 1: Isenções fiscais para o patrimônio da igreja. Prevista no artigo 15 do Acordo. A nossa Constituição já dá imunidade tributária aos templos religiosos em nosso país, o que é algo suficiente para a garantia de liberdade religiosa em território nacional. Se o interesse do Vaticano fosse exclusivamente o de garantir que os templos católicos não pagassem impostos, essa cláusula não deveria sequer aparecer no acordo, pois a nossa Constituição já garante isso. Mas o interesse não é apenas religioso. É sobretudo econômico. Se a igreja católica alcança a isenção fiscal para todo o seu patrimônio, essa instituição terá o direito de ser uma pessoa jurídica como outra qualquer, e não pagar qualquer tipo de imposto por isso, o que geraria uma situação onde, nas áreas em que a igreja atuasse, poderia ter privilégios sobre seus concorrentes. Essa clausula é totalmente ilegal, absurda, na medida em que a igreja busca uma isenção em atividades comerciais. A instituição quer ter o direito de abrir um cinema, um supermercado, uma loja, assim como eu e você podemos fazer, mas não quer pagar nenhum tostão de imposto. Jesus Cristo dizia “Daí pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Mateus 22:20). Ele mesmo recomendou que a igreja não deve receber aquilo que é do rei, do Estado. Tampouco se “imunizar” indevidamente dos impostos, em práticas comerciais nas quais eu e você somos obrigados a pagar.

Problema 2: Eclesiásticos sem vínculo empregatício. Está prevista no artigo 16 do acordo. Cria-se uma situação onde padres, freiras e trabalhadores voluntários da igreja não teriam um direito que todo trabalhador brasileiro tem, que é o de trabalhar com carteira assinada. Mais uma cláusula que afronta as garantias constitucionais do nosso país. E os efeitos de uma cláusula como essa são amplos demais para serem ignorados. Além de violar o princípio da igualdade entre as partes, viola o direito que todos temos do “livre acesso à justiça”. Isso colocaria em fragilíssima situação todos aqueles que trabalham para a igreja, pois eles seriam obrigados a trabalhar não segundo as condições previstas na CLT, mas segundo o Direito Canônico, que é pré-estabelecido pela Igreja. E isso poderia incluir trabalhar por salários inferiores ao estabelecido nacionalmente como mínimo, sem direito à greve, acordos salariais, 30 dias de férias, FGTS, entre outros direitos. Se em algum momento o trabalhador se ver enganado, não terá a quem reclamar, pois a própria Justiça Brasileira já estará de mãos atadas para agir em questões trabalhistas envolvendo a igreja, depois da ratificação desse acordo.

Problema 3: O patrimônio da igreja, passa a “depender” do Estado. Está no artigo 6º. Consiste numa obrigação por parte do Estado de "cooperar para salvaguardar, valorizar e promover a fruição dos bens, móveis e imóveis de propriedade da Igreja". As letras podem ser bonitas, mas as conseqüências são sérias. Em resumo, os bens da igreja no Brasil continuarão pertencendo à igreja, ficando sob sua salvaguarda, mas serão considerados como se fossem bens do Estado, com o status de “patrimônio cultural e artístico”. Assim, eu e você seríamos obrigados a arcar com os problemas da igreja, pois é o dinheiro público que pagará os consertos e reformas em templos religiosos católicos. Dinheiro esse que, obviamente, deixará de ser aplicado na saúde, segurança pública, educação e em outras áreas no Brasil, que já sofre com serviços de péssima qualidade ao cidadão, e poderá sofrer ainda mais.

Pois bem, vamos parar e pensar um pouco, apenas sobre esses 3 problemas ora apresentados. Imaginemos a situação em que você precise reformar sua casa. Para isso, existem gastos dos quais você precisará se preocupar, como o pagamento das obrigações trabalhistas do responsável pela mão-de-obra da reforma, a compra de todos os materiais (como cimento, areia, etc.) que serão utilizados na obra e ainda precisará estar em dia com os impostos prediais, pois sem pagá-los, você terá problemas com o Estado e não conseguirá vender ou transferir essa casa para nenhuma outra pessoa no futuro.

Imaginemos agora que esse acordo já está em vigor e você não fosse um mero cidadão querendo reformar sua casa, mas a Igreja Católica querendo reformar um templo. É difícil de acreditar, mas você poderia se deparar com uma situação em que não precisaria se preocupar financeiramente com nenhuma dessas questões! Você, como responsável pelas finanças católicas, poderia atribuir a um funcionário da igreja, ao salário que você quisesse pagar, a mão-de-obra da reforma, e ele não poderia depois requerer na Justiça nenhum tipo de diferença a despeito de obrigações trabalhistas. Você também não precisaria levantar recursos financeiros para reformar esse templo, bastando afirmar que ele é um “patrimônio cultural da humanidade” e o Estado (entenda-se aqui todos os cidadãos brasileiros, católicos ou não, através de seus impostos) teria o dever legal de arcar com a obra. Também não precisaria pagar os impostos, afinal os templos religiosos já gozam de imunidade tributária. Analisando esse exemplo, dá para ver que a situação de privilégio que a Igreja Católica desfrutará está muito além dos limites da injustiça.

Problema 4: Os brasileiros perderão parte de sua liberdade de expressão. Está no artigo 2º do acordo a garantia à igreja do "exercício público de suas atividades". O artigo 7º impõe a proibição de qualquer forma de desrespeito às "suas liturgias, símbolos, imagens e objetos cultuais". Com isso, os limites físicos da igreja se estendem. Ela poderá promover suas atividades em praça pública, e a sociedade não poderá tecer qualquer tipo de crítica, ainda que essa prática impeça os cidadãos de exercer seus direitos, como por exemplo o de ir e vir. As implicações disso são notórias na Itália, onde já foi aprovado este tipo de acordo há várias décadas. Ali, uma comediante se viu diante da hipótese de ser presa por 5 anos por "ofender a honra da sagrada e inviolável pessoa de Bento XVI”.

Problema 5: Primazia da assistência religiosa católica. O artigo 8º do acordo garante à igreja católica o direito de prestar serviços de “assistência espiritual aos fiéis internados em estabelecimentos de saúde, de assistência social, de educação ou similar, ou detidos em estabelecimento prisional ou similar, observadas as normas de cada estabelecimento, e que, por essa razão, estejam impedidos de exercer em condições normais a prática religiosa e a requeiram”. Uma garantia que pode ser considerada justa, mas seus possíveis efeitos, nem tanto, tendo em vista que tal prerrogativa só será dada à igreja católica. Os padres e missionários católicos teriam o pleno direito de entrar em presídios, escolas e hospitais, como se fossem funcionários desses estabelecimentos, não sendo permitido à essas entidades impedirem sua entrada nesses locais. Como a prestação católica será a única regulamentada, nada impedirá que um funcionário de um presídio ou escola barre a entrada de um pastor nesses estabelecimentos, o que afetaria a liberdade religiosa, já que só os católicos teriam direito garantido à assistência religiosa.

Problema 6: Impossibilidade de negociação futura e ampla possibilidade de complementação. Essa pode ser uma das piores faces deste acordo. No artigo 18, consta que o acordo poderá ser complementado, o que dá uma “mobilidade” ao Vaticano para incluir novas exigências mesmo depois que o acordo já tenha sido assinado. Isso inclui a interferência em temas polêmicos, como nas questões do aborto, uso de técnicas anticonceptivas e pesquisa com células-tronco embrionárias. Além disso, nesse mesmo artigo há a previsão de que todas as divergências que posteriormente surgirem na aplicação do acordo serão resolvidas por negociações diplomáticas diretas. Assim, depois de assinado o acordo, o Brasil só conseguirá algum tipo de mudança nos termos se o Vaticano aceitá-la. E, como citado no artigo anterior, as autoridades do Vaticano não abrem mão de seus acordos e não tem o costume sequer de abrir qualquer tipo de negociação. É por isso que muita gente vem chamando a exigência do artigo 18 de “cláusula da ratoeira”.

Problema 7 (e principal): Predominância do ensino religioso católico nas escolas. O artigo 11 do acordo prevê que seja oficializado o ensino religioso em todas as escolas públicas do nosso país. O Vaticano queria que esse ensino fosse expressamente referido como sendo o católico, mas o governo brasileiro solicitou que a expressão “ensino religioso católico”, originalmente colocada, fosse substituída por “ensino religioso católico e de outras religiões”, o que não muda muito, já que a única religião autorizada legalmente é a católica. Perceba que, apesar do acordo pretensamente prezar pela liberdade religiosa, há uma concessão de primazia ao ensino católico, pois por ele, apesar das outras confissões poderem firmar acordos similares, nenhum desses acordos gozará do status de acordo internacional como o que regulamentou o ensino católico. Assim, entre os níveis de influência de cada igreja, o Vaticano terá posição superior, sem que ninguém tivesse questionado antes o porquê dessa preferência por uma religião com cada vez menos adeptos no país.

Representantes do Vaticano, que defendem essa cláusula, argumentam que o ensino da religião não pode ser uma exposição comparativa de religiões distintas, pois poderia gerar confusão, relativismo ou indiferença religiosa. Mas eu pergunto, e a liberdade religiosa? E o direito que o cidadão tem de livre escolha de sua religião. Ou ainda, que legalidade há no ato de se impor a religião católica na mente de crianças de idade ainda insuficiente para escolher racionalmente aquela crença que melhor lhe parece? A reposta para mim é que o objetivo é fazer com que a mente dessas crianças seja manipulada desde a infância e eles se tornem adultos católicos apenas porque foram mentalmente condicionados para isso e não puderam ter o direito de conhecer outra religião para fazer escolha ou juízo de valor entre elas. É a mesma tática de mudança de comportamento que Hitler usou para semear o ideal nazista e torná-lo aceitável: incluindo seus princípios nas escolas, para que os futuros adultos já cresçam manipulados a aceitar o modelo imposto como sendo normal.

Além disso, não parece nada correto que num país democrático como o nosso, os cidadãos cuja vida nada tem a ver com o catolicismo, paguem impostos para que sua doutrina não seja propagada nos instrumentos oficiais, e ainda seus filhos sejam vítimas de um proselitismo católico nas escolas.

Alguns podem argumentar que o ensino da religião será de matrícula facultativa, e que nenhum aluno será obrigado a ter aulas de religião católica. De fato, a LDB já estabelece a oferta obrigatória, com matrícula facultativa, da disciplina de ensino religioso nas escolas públicas de ensino fundamental. Só que na prática, não se questiona os pais e as crianças para saber se elas querem ter essas aulas. Pelo contrário, a escola segue matriculando todas as crianças e somente excluindo aquelas que manifestem expressamente a intenção de não frequentar a disciplina. Apesar dessa facultatividade, já estudei em escola pública e nunca vi nenhum aluno que tenha usado dessa prerrogativa de escolher não cursar o ensino religioso, mesmo porque isso pouco se divulga no meio estudantil. Além disso, não há também atividades alternativas disponíveis ao aluno que optasse por não participar dessas matérias, que quase sempre são oferecidas no meio da grade de aulas (se fosse no final da grade, não impediria os alunos de irem embora mais cedo no dia dessas aulas). Assim, o “facultativo” é só um apelido para algo que já se tornou na prática obrigatório. Só que com esse acordo, não será apenas um ensino religioso neutro, mas um ensino confessional, católico, onde nossos filhos não terão aulas de religião, mas verdadeiras catequeses católicas dentro de suas próprias escolas! Imagine quão difícil será para o pai evangélico, que não puder pagar uma escola particular para o filho, ensinar a ele os princípios aprendidos na igreja no domingo, se durante o resto da semana, seu filho será submetido ao aprendizado forçado de conceitos totalmente contrários aos que o seu pai queria que ele valorizasse.

Uma cláusula como essa teve um efeito, semelhante ao apresentado aqui, na Polônia. Há 20 anos atrás o catecismo foi colocado nas escolas de lá como matéria apenas facultativa. Pouco tempo depois, os salários dos professores do catecismo começou a ser pago pelos cofres públicos. Em seguida, as notas na matéria religiosa passaram a contar para a aprovação. E agora em 2009, para boa parte dos alunos, inclusive os que não se declaram católicos, o catecismo será, na prática, compulsório.

Enfim, esses problemas mostrados são apenas alguns dos que advirão da assinatura desse acordo. Muitos têm se perguntado: o que podemos fazer para impedir esse acordo de ser aprovado? Entendo que como quase todas as etapas para a aprovação já foram cumpridas, nos resta poucas opções. Como estamos na dependência apenas da aprovação do Senado, uma boa saída seria se todos nós entrássemos em contato com os senadores que elegemos, enviando e-mails de repúdio à aprovação desse acordo. Ou ainda, poderia ser útil a organização da igreja, promovendo manifestações públicas ou mandando e-mails sobre esse assunto a todos os nossos conhecidos, pois a grande maioria dos evangélicos sequer imagina que tramita um tratado desse tipo no cenário político nacional, já que isso não foi um fato muito divulgado. Assim, é possível que se esse assunto ganhe a “boca do povo” e alguma providência possa ser tomada em tempo hábil no Senado.

Frente a fatos como esses, vemos que o cerco contra a liberdade religiosa está se fechando, como já foi biblicamente predito para os últimos dias (Daniel 11:36). Estamos nos aproximando de um tempo onde haverá apenas uma religião institucionalizada, não-perseguida e reconhecida pelas autoridades mundiais, o que será apenas um passo necessário para que quase o mundo todo seja influenciado, sob uma mesma liderança religiosa, a acreditar na mentira e ser condenado (Apocalipse 13:12; 2 Tessalonicenses 2:10).

“E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.” (2 Pedro 2:1)

domingo, 20 de setembro de 2009

Os perigos do Acordo Brasil-Vaticano (I)

Um dos maiores problemas do nosso país chama-se imprensa. Em outra oportunidade, comentou-se aqui como ela influencia as pessoas, as manipula, semeia valores morais contrários à Palavra de Deus, dita regras de comportamento e perverte a interpretação daquilo que é real. A maioria da população acredita que aquilo que vêem na Rede Globo ou lêem na Revista Veja é a reprodução fiel da verdade dos fatos. O brasileiro não julga a informação que ouve, apenas acredita. Por outro lado, as pessoas ficam reféns desses principais meios de comunicação de massa, na medida em que dificilmente dão a devida atenção a fontes alternativas que trazem a informação sob visões diferentes desses meios principais e pior - elas dificilmente acreditam totalmente em notícias pouco divulgadas na grande mídia.

Paralelamente à corrupção das comunicações, o panorama religioso do Brasil tem mudado significativamente nos últimos anos, principalmente no que diz respeito aos dois maiores grupos religiosos do Brasil. A cada ano que passa, a Igreja Católica sofre decréscimo no número de fiéis no país, além do índice de “praticantes” entre os que se declaram católicos ter também diminuído. Ao mesmo tempo, naquele que é considerado o maior país católico do mundo, o número de evangélicos tem crescido a olhos vistos. Estima-se que se nos próximos anos o seu crescimento continuar na mesma proporção, em 2020 mais da metade da população se declarará evangélica.

Mas o que a mudança do panorama religioso do Brasil tem a ver com a ação da grande imprensa? É que um acordo de grande relevância política e jurídica vem tramitando nos bastidores de nosso país e os maiores meios de comunicação tem ocupado um papel importante na promoção deste, na medida em que tem sido coniventes, não dando a devida publicação que esse fato merece. E o pior é que esse acordo trará implicações que poderão afetar significativamente a liberdade religiosa em nossa nação nos próximos anos.

Antes de falar desse acordo, é importante saber que desde o fim do período monárquico em nosso país e da instituição do modelo republicano no Brasil, ocorrido no final do século XIX, as Constituições (lei máxima do país) passaram a possuir sempre uma cláusula de separação entre Igreja e Estado. Na atual Constituição, promulgada em 1988, essa cláusula está expressa no artigo 19, que proíbe o governo de financiar ou embaraçar qualquer tipo de religião ou de criar distinções de tratamento entre elas. Por causa disso, o Brasil então é um país laico, ou seja, um lugar onde o Governo deve trabalhar pela liberdade religiosa e ao mesmo tempo não apoiar financeiramente nem oferecer qualquer tipo de vantagem extra a nenhuma religião.

Pois bem, esse suposto acordo assinado entre o Brasil e o Vaticano no final do ano passado fere gravemente essa laicidade do Estado. Para que sse acordo do qual falamos seja “oficializado” no país, o mesmo precisa cumprir 3 etapas, e 2 já foram atendidas. Já foi assinado pelo presidente e aprovado no mês passado na Câmara, faltando agora apenas a aprovação no Senado para entrar em vigência.

Agora você pode estar se perguntando: como um simples acordo religioso pode influenciar tanto um país? Para responder a essa pergunta, é necessário falar um pouco de direito internacional.

Todo país tem sua Constituição e suas leis. Mas às vezes dois ou mais países querem fazer alguma espécie de acordo que traga algum tipo de vantagem a um deles ou a ambos. Para isso eles precisam “negociar”, estipular as regras desse acordo, afinal muitas vezes está se falando de países que possuem leis e restrições internas diferentes.

Quando um destes países é o Vaticano, além dos Tratados Internacionais, existe a figura da chamada concordata. A Concordata é um espécie de acordo entre a “Santa Sé” e um determinando país (que geralmente tenha uma significativa parcela de sua população professando o catolicismo romano). Como são regidos pela lei internacional, em vários países (inclusive no Brasil), as Concordatas podem se sobrepor à legislação nacional. Um país não pode se comprometer numa Concordata a adotar determinanda prática e depois editar uma lei legitimando o contrário, pois essa nova lei ficaria sem efeito legal, dado à precedência daquela sobre esta.

Fica evidente que uma Concordata carrega uma força legal suficiente para que o Vaticano interfira diretamente em questões internas do pais, nos temas que foram tratados na Concordata. Assim, elas acabam por ferir o processo democrático, pois tira do Poder Legislativo a prerrogativa de modificá-los, como podem fazer no caso de leis comuns.

A Constituição brasileira prevê que quando um tratado (como uma Concordata, que é um tipo de tratado) sobre direitos humanos for aprovado pelo Senado e pela Câmara, cumprindo os requisitos legais, eles poderão vigorar no país no mesmo nível de hierarquia do que uma emenda constitucional, ou seja, acima das leis ordinárias (artigo 5º, §3º). Mas é claro que uma Concordata traz consigo interesses político-religiosos, e não de direitos humanos. Mas esses interesses religiosos são “maquiados” sob a aparência de direitos humanos, para que a inconstitucionalidade não seja tão explicita. No próprio acordo assinado no final de 2008, quando se vê a expressão “reafirmando a adesão ao princípio (...) de liberdade religiosa”, ela nada mais é do que é um “enfeite” (já que a liberdade religiosa pode ser entendida como um direito humano), pois as normas previstas no acordo evidentemente estão promovendo vantagens à Igreja Católica e sequer cita nominalmente algum outro grupo religioso favorecido. Com isso, os direitos humanos, que não são absolutos, são facilmente manipulados e esse acordo nada mais faz do que obrigar o Brasil a dar privilégios à Igreja Católica no Brasil, sem garantir nada a nenhuma outra religião!

Ai você pode se perguntar: Por que a Igreja Católica tem todo esse poder, como nenhuma outra religião? A resposta é que esta igreja, como nenhuma outra religião, está politicamente organizada como Estado independente, como todos os demais países! Assim como os Estados Unidos podem assinar um acordo com o Brasil, o Vaticano pode. Só que num acordo entre dois países, geralmente ambos tem algo a ganhar. No caso das Concordatas, quase sempre só o Vaticano ganha, ao aumentar a sua influência em países católicos. É por isso que esses Tratados possuem tantas “entrelinhas” e que requerem tanta discussão. Os parlamentares do país, que deveriam se opor a acordos como esse, geralmente não se opõem. Talvez por acharem que esses acordos são irrelevantes ou por simplesmente não querer entrar em “questões religiosas”, que são sempre polêmicas e não trazem votos. É por isso que só são assinadas em Concordatas em países de maioria católica, como o Brasil ainda é. E nos últimos anos, o Vaticano sabendo da crescente perda de fiéis no país, tem corrido contra o tempo nos bastidores para aprovar esse acordo.

Se o país não pode alterar esse tratado depois de assinado, como esse acordo pode ser modificado? Apenas por consentimento mútuo. Ambas as partes precisam aceitar para que a concordata tenha suas cláusulas alteradas. O que não é interesse do Vaticano, que não terá interesse algum em perder nenhum de seus privilégios ou sua influência ideológica dentro de um país.

Por trás de uma simples assinatura, de um governante que não fica mais do que 4 ou 8 anos no poder, traz implicações sérias. A influência que a Igreja passa a exercer num país após a assinatura de um documento é sobremodo grande, pois a partir do momento que um país “legaliza” uma concordata, fica então vinculado a diversas obrigações diante da Igreja e suas instituições. Esta, além de ampliar seus privilégios, passa a ter o direito de receber diversos subsídios do governo, o que é uma solução importante para um problema que passa no Brasil: o declínio do número de fiéis. A diminuição da contribuição voluntária por dízimos e ofertas de destes, é substituída por um espécie de contribuição involuntária, onde eu e você seriamos “mantenedores vitalícios” da Igreja Católica, independente da religião que professemos, através dos impostos que pagamos.

Essa concordata assinada entre Brasil e Vaticano chama a atenção inclusive fora do nosso país. Veja o que o site “Concordata Watch” fala a respeito desse acordo:

“O artigo 3º introduz a Lei Canônica do Vaticano no Brasil. (...) O artigo 5 º coloca as organizações de serviço social da Igreja em uma posição de organização social legal e, portanto, com paridade financeira com as estatais de serviços sociais. Em outras palavras, o contribuinte brasileiro é obrigado a financiar esses serviços sociais da Igreja. (...) O artigo 15 garante à Igreja a situação fiscal de uma instituição de caridade. No entanto, outros países já mostraram exemplos de como essa cláusula pode ser explorada para permitir que a Igreja derrube concorrentes comerciais. Na Itália, basta erigir um pequeno santuário no interior das muralhas de um cinema, estância de férias, loja, restaurante ou hotel para que a Igreja Católica escape de pagar 90% do que deve ao Estado para as suas atividades comerciais. (...) Todas as diferenças relativas à concordata "devem ser resolvidas por negociações diplomáticas diretas". No entanto, isso significa que não há possibilidade alguma de recurso na Constituição ou aos tribunais brasileiros. Para mudar alguma clausula no futuro, o Brasil teria de convencer o Vaticano antes de qualquer reforma no acordo. E um país recentemente tentou negociar. Em 2006, um ministro húngaro foi ao Vaticano para tentar renegociar a “Concordata de Finanças”. Chegando lá ele percebeu que simplesmente ninguém tinha tempo para falar com ele. Concordatas são para sempre.” (Adaptado e traduzido de http://www.concordatwatch.org/showtopic.php?org_id=15311&kb_header_id=37281)

No próximo artigo, falaremos com um pouco mais de detalhe as implicações práticas desse acordo e de como sua aprovação poderá mudar nossas vidas no futuro.

“E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita. (2 Pedro 2:3)

domingo, 7 de junho de 2009

A volta das indulgências

Indulgência. Uma palavra forte e que marcou negativamente a história do cristianismo. No século XVI, tratava-se de um pedaço de papel emitido pela igreja católica, que supostamente livraria o fiel dos seus pecados. Não obstante, o recebimento desse papel não era uma graça da igreja. Era preciso que o individuo pagasse uma quantia em dinheiro, uma espécie de “livramento pago” que o fiel fazia pelos seus pecados.

Contra essa abominável prática, Lutero escreveu 95 teses e as pregou na Catedral de Wittenberg, num enfrentamento que anos à frente iria culminar na maior reforma religiosa da história humana. Algumas de suas teses merecem ser citadas a título de exemplo:

41: “Deve-se pregar com cuidado sobre as indulgências apostólicas, para que o povo, equivocadamente, não as entenda como sendo preferíveis às outras boas obras do amor.”

43: “Deve-se ensinar aos Cristãos, que aquele que vê alguém em necessidade e o negligencia, e gasta [seu dinheiro em indulgências], não adquire indulgências do Papa, mas a ira de Deus.”

53: “Inimigos de Cristo e do Papa são aqueles que propõem que a Palavra de Deus seja de todo silenciada em algumas igrejas, de modo que as indulgências possam ser pregadas.”

É claro que após o período medieval, o pedido de desculpas pelo ocorrido por parte do Vaticano e a exposição crítica desse tema, iniciada por Lutero, essa prática teve que ser reformulada se quisesse subsistir. E foi o que aconteceu. Já no século XVII, a indulgência passou também a consistir em obras de caridade ao invés de doações materiais, que ainda eram possíveis se fosse para esses fins.

Nos tempos atuais, a indulgência ainda existe como “perdão ao cristão das penas temporais devidas a Deus pelos pecados cometidos, mas já perdoados pelo sacramento da Confissão, na vida terrena”. A igreja continua ignorando o valor da obra da cruz e insistindo em dizer que o cristão tem que pagar um preço por seu pecado - como se Cristo já não tivesse pago um preço de sangue (Mateus 8:17; Isaías 53:4-5) - sob o argumento de que o perdão obtido pela confissão não significa a eliminação do mal causado como conseqüência do pecado já perdoado. Essa prática da doutrina católica, em sua essência, atribui uma competência aos padres de perdoar pecados e estabelecer penas, muitas vezes baseadas em vãs repetições (Mateus 6:7). Estabelecendo uma comparação com o Direito Penal brasileiro, o sacerdote católico age nas atribuições completas de um juiz criminal. Julga a atitude do réu e estabelece a pena que, depois de cumprida, limpa a ficha do fiel, ou tapa os buracos que o pecado dele deixou. Uma verdadeira impropriedade, já que a Bíblia afirma que Deus é quem julga, vivos e mortos. Se é Ele quem julga, só Ele pode estabelecer penas. Jamais o homem pode se imiscuir nessa função (Atos dos Apóstolos 10:42; Tiago 4:12; Romanos 14:10). Os próprios romanos, ao defenderem essa prática, não encontram nenhum respaldo bíblico para justificar tal atitude. Lendo alguns sites que defendem a indulgência atual, não encontrei em nenhum deles algum versículo bíblico que justifique ou ao menos cite uma prática semelhante entre os apóstolos. Uma prova de que as indulgências, ainda que sem os excessos medievais, não passa de uma doutrina puramente humana.

Mas os séculos se passaram. E a indulgência católica se multiplicou assim como o cristianismo, assumindo diferentes faces. E a mais preocupante delas está bem perto de nossos olhos. Primeiro, vejamos o que diz a Bíblia.

“E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.” (2 Pedro 2:1-3)

Como os medievais, temos nos dias de hoje homens que se usam dos recursos da pregação para colher frutos de sua ganância e avareza. Como os homens do passado, que diziam ter o poder de expiar a culpa de um fiel por dinheiro, os homens de agora, com nível não menor de certeza, garantem ter o poder de abrir as janelas dos céus sobre a vida financeira daqueles que seguirem suas receitas de prosperidade. E os métodos são os mais variáveis possíveis. Citarei apenas dois exemplos aqui, omitindo os nomes, para que não suscitar a polêmica entre leitores que possam ter em grande estima algum desses “pregadores”.

O primeiro deles é de um pregador internacional. Famoso por ser um dos grandes oradores dos Estados Unidos e no meio evangélico por sua sabedoria e por ter a chamada “unção da prosperidade” (um tipo de dom que, assim como a indulgência, não encontra nenhum paralelo na Bíblia), ele dá receitas de como alcançar o enriquecimento. Quando ele esteve em minha cidade, tive a oportunidade de ir ao primeiro dia de uma Conferencia em que ele ministrava. Não senti a menor vontade de voltar nos dias seguintes. Já no primeiro dia ele já estabeleceu uma determinada (alta) quantia e determinou que todos os que doassem aquele valor para o ministério dele, teriam a mesma “unção” que estava sobre a vida dele. Ora, além de incentivar o mesmo erro de Simão, que pecou ao tentar “herdar” os dons dos apóstolos através do seu dinheiro (Atos dos Apóstolos 8:18-19), esse pregador atual ensina algo semelhante, ao enganar os que o ouvem ao afirmar que tem o poder de transferir a unção que está sobre sua vida a todos quantos quiserem e que ainda pode estabelecer um preço para isso. Além disso, esse mesmo homem possui diversos livros, a maioria deles ensinando como ser rico. Como se esse fosse o plano de Deus para todos e bastasse apenas seguir “receitas prontas” para conseguirmos.

Um outro famoso pregador pentecostal brasileiro não fica muito atrás. Ele garante o milagre financeiro a todos aqueles que doarem R$ 7,00 e fazer uma campanha de oração num horário determinado do dia, estipulado por ele. Citando distantes exemplos do Velho Testamento, ele argumenta que todo milagre de Deus requer que seja seguida uma instrução (isso me parece diversas coisas, menos um milagre divino), que a instrução dele é profética e fará com que seja operado o milagre na vida de todos aqueles que a seguirem.

Os exemplos não param por aí. Diversos outros pregadores propõem ofertas milagrosas, contribuições proféticas, unções do dinheiro e tantas outras invenções heréticas. Citar todas as conhecidas nos faria ter páginas e páginas para serem lidas. Mas paremos por aqui e passemos à seguinte pergunta: em que essas práticas são menores ou menos graves do que a medieval venda de indulgências? Confesso que a meu ver, não há nenhuma diferença.

O pior disso tudo não é pelos que falam, mas pelos que escutam. As pessoas se prendem tanto a uma idéia fixa de prosperidade financeira, que não fazem nenhuma análise, seja bíblicamente crítica ou racional, daquilo que estão fazendo, na simples crença de que terão a benção financeira. Parte disso em razão da maioria estar presa ao evangelho ao conformismo de um evangelho voltado quase que exclusivamente para resultados financeiros. Muitos se orgulham por sempre aderirem a qualquer tipo de ofertas alçadas (o que não é errado, dependendo da motivação), ou porque tem em seus quartos o lenço da prosperidade, o sal que espanta demônios na cozinha, e o óleo da unção das bençãos financeiras em suas salas. Mas mesmo portando um verdadeiro arsenal de “simpatias cristãs”, ainda se confundem ao serem questionadas do porquê de ainda não terem se enriquecido.

A igreja cristã hoje pratica um tipo de indulgência muito mais sutil e por isso bem mais perigosa. Lideres praticam táticas obscuras de arrecadação de dinheiro, apesar de não etiquetar os valores. Muitos dizem aos fiéis para que dêem o quanto quiser, mas a incisão dos argumentos, ás vezes embasados em versículos bíblicos totalmente descontextualizados, fazem muitos a acreditarem que a forma de arrecadação está totalmente de acordo com a Bíblia e que quanto mais eles ofertarem, maior será a chance deles ganharem mais.

Não se ensina nas igrejas que Deus não vai dar riqueza financeira a todos. Alguns podem dar até tudo que têm que ainda assim jamais enriquecerão. Até porque, a maioria dos que se dispõem a dar tudo para ficarem ricos, são os que primeiro deixariam a dependência de Deus e a comunhão na igreja caso se enriquecessem. Exatamente por isso, por não ser um Deus que se contradiz, o Senhor jamais prometeu ao seu povo que todos seriam ricos. A Bíblia diz sim, através do salmista, que este nunca viu o justo mendigar o pão (Salmos 37:25). E pára por aí.

A triste verdade é que tem gente demais na igreja buscando a bijuteria (o dinheiro e as bênçãos financeiras) e esquecido a verdadeira jóia rara que é a sabedoria e a revelação do incorruptível evangelho de Cristo. Como deixado por Lutero em sua tese de número 53, a verdadeira palavra de Deus vem sendo silenciada para que a voz das enganosas palavras de ilimitadas bênçãos financeiras sejam ministradas, fazendo com que a fé de homens e mulheres sejam objeto de negócio. Assim como há 5 séculos atrás, a igreja cristã do nosso tempo clama por uma nova reforma, antes que cresça ainda mais o número de pessoas manipuladas pelo “evangelho do dinheiro”.

“Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.” (1 Timóteo 6:10)

domingo, 24 de maio de 2009

O engano do movimento ecumênico mundial

Nos últimos anos temos acompanhado o aumento do número de conflitos étnico-religiosos em todo o mundo. Podemos dizer que em todos os continentes da Terra existe ao menos um conflito desse tipo. Ao longo dos séculos, a Babilônia religiosa se multiplicou em diferentes tipos de crenças e práticas religiosas das mais estranhas possíveis. Estátuas, imagens de escultura, astros e até mesmo animais são adorados por diversos povos no mundo.

Mas nenhum conflito chama tanto a atenção do mundo como o dos palestinos contra os israelenses. Um conflito recente, que só surgiu a partir de maio de 1948, época da formação do Estado de Israel, o que, no entender de muitos estudiosos bíblicos, cumpriu a profecia de Ezequiel 37.

Desde o ano 70 d.C até o século passado, os judeus se espalharam pelo mundo, já que não tinham um território pertencente a eles e que abarcasse a cidade de Jerusalém, seu território sagrado. Mas o retorno desta terra ao domínio judeu não se deu de forma pacífica.

Nesses pouco mais de sessenta anos do Estado de Israel, o que não faltou foi derramamento de sangue. Milhares de civis, principalmente palestinos, são mortos a cada ano. Desde que o Estado de Israel se estabeleceu como governo independente, milhares de famílias palestinas foram expulsas de suas próprias casas sob o argumento de que aquele território, onde eles estavam estabelecidos tranquilamente, não o pertencia a eles.

Mas semanas atrás, um fato estranho aconteceu. O papa Bento XVI visitou Israel para tentar aproximar cristãos, judeus e palestinos. O líder da igreja católica abraçou duas religiões inimigas, e que não sustentam crença semelhante à que ele diz ser líder. Além de defender a paz entre os dois povos, o papa defendeu também a criação de um estado palestino junto ao de Israel. Proposta que não agrada em nada os judeus, que não aceitam ceder um território que hoje pertence a eles. Nem aos palestinos, que certamente querem ter o direito de voltar às suas casas, sem restrições.

Mas qual o problema do papa pedir a paz em Jerusalém? Não haveria nenhum se não houvesse interesses escusos por trás disso.

O ponto-chave que comprova a “estranheza” da atitude do líder romano não encontra nenhum respaldo bíblico. Veja a recomendação de Cristo, feita há quase dois mil anos atrás:

"Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa." (João 15:19-20)

Repare que Deus escolheu os seus servos do mundo para serem separados deste. E exatamente por essa “doutrina da separação” que o mundo odiaria aqueles que servem a Deus. Fica claro então que Jesus Cristo recomendava a separação dos seus, e não a união de cristãos com os demais que estão no mundo.

E é aí que está o problema da ação que vemos hoje nos telejornais. Como o papa pode defender a união dos cristãos com judeus e palestinos se o próprio Cristo recomendou que isso jamais acontecesse. Qual o motivo que leva o papa a defender que os cristãos se unam aos demais religiosos do mundo, sendo que Jesus disse que nós seríamos odiados? A resposta a essa questão não é outra, senão a de que o líder da religião católica, ao defender a existência de um movimento ecumênico mundial, está se levantando contra o evangelho pregado pelos apóstolos e seguido por vários séculos, o que é uma verdadeira afronta à própria Bíblia. Comete o mesmo erro de muitos de seus antecessores, que negociavam poder com reis da terra. A verdade do evangelho bíblico e defendido pelos apóstolos é tão segura, a ponto de levar o apóstolo Paulo a defendê-la de qualquer interferência:

“Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.” (Gálatas 1:8)

Ou seja, Paulo está dizendo que qualquer recomendação que vá de encontro daquilo que os apóstolos pregavam seja anátema (o mesmo que amaldiçoada). Os cristãos que seguem essa linha do ecumenismo estão simplesmente abandonando uma verdade bíblica e seguindo uma prática totalmente anti-cristã.

Uma outra pergunta que surge é: qual o interesse do ecumenismo? Fica claro que é tentar colocar fim às separações e discórdias religiosas. Procuram assim trazer uma falsa paz no mundo acompanhada de uma “liberdade religiosa”, que no fim das contas só vai dar a impressão de que a culpa das guerras no mundo são culpa das religiões. E claro, colocariam a culpa principalmente na religião cristã. O que seria apenas um motivo para perseguirem todos os dissidentes, que num futuro próximo teimarão em ficar firmes nas escrituras bíblicas e se recusarão a se alinhar a qualquer doutrina de união com o mundo. O que o chefe da religião romana parece não entender (ou fingir assim) é que havendo um movimento ecumênico mundial, a sua igreja só cometerá um erro maior do que cometeu há dezesseis séculos atrás, quando começou a infiltrar práticas das religiões pagãs de Roma em sua liturgia para atrair fiéis entre os romanos através da construção de uma religião "cristã" com coincidências com as religiões que eles estavam acostumados. Mais uma vez, setores do cristianismo, sob os panos de uma pretensa paz, tem aberto a porta de seus templos para abominações, que só contribuirão para o abandono de práticas genuinamente cristãs gradativamente e de forma quase que imperceptível.

Me entristeço quando vejo as pessoas orando pela paz no mundo. Para este mundo a verdadeira paz jamais virá, senão uma paz falsa e temporária. Sobre a possibilidade de “paz mundial”, a Bíblia assim diz:

“Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobre-virá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão.” (1 Tessalonicenses 5:3)

Ora, se cremos em Deus e na sua justiça, não podemos sequer acreditar que poderá algum dia haver paz nesse mundo senão quando for estabelecido o reino milenar. Deus jamais se faria subserviente à justiça humana, permitindo que a justiça de homens soberbos e avarentos como os desse mundo tivessem o poder de estabelecerem uma paz mundial conforme sua própria justiça.

Em resumo, creditar ao movimento ecumênico mundial o poder de ser a solução para o mundo é negar 3 pontos básicos do cristianismo pregado pelos apóstolos.

- O princípio de que a justiça de Deus é superior à justiça humana;

- O princípio de que fomos separados do mundo por Deus e não deve haver comunhão alguma entre os que estão no mundo e os que foram separados por Deus e;

- O princípio de que a verdadeira paz de Deus está acima de todo conhecimento humano e por este ela é inconcebível (Filipenses 4:7).

Não resta então outra conclusão, senão a de que esse mundo e suas instituições tem caminhado cada dia mais para longe dos verdadeiros princípios da palavra de Deus e se entregado a caminhos enganosos. Caminhos que ameaçam gravemente os valores cristãos e que podem ser responsáveis pelo afastamento involuntário de milhões pessoas de Cristo.

“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.” (1 João 2:15)

“Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui.” (João 18:36)

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Não desprezeis as profecias

O título deste artigo é a transcrição do que está escrito em 1 Tessalonicenses 5:20. Entendo eu que Paulo está fazendo um alerta, não só aos seus contemporâneos, mas a todos os cristãos que porventura viessem a ler suas cartas. O apóstolo recomenda a diligência, atenção. Nós como cristãos, apesar de vivermos num tempo onde o mundo parece desintegrar seus valores morais, que eram aceitáveis como padrão por vários séculos, precisamos ser diligentes em nossas vidas, não sendo levados pela conduta aparentemente normal da maioria. Devemos nos inquietar, e termos atenção em tudo aquilo que fazemos, para que não sejamos condenados por fazer a obra do Senhor de forma “relaxada” (Jeremias 48:10).

O interessante é a recomendação que Paulo faz no versículo seguinte ao transcrito no título: “Examinai tudo. Retende o bem”. É engano pensar que a nossa interpretação dos acontecimentos e profecias deve partir somente daquilo que lemos na Bíblia. Pelo contrário, nosso “exame” deve passar por tudo, por aquilo que lemos no texto bíblico e pelos acontecimentos que ocorrem no mundo.

Apesar da Bíblia deixar claro que o dia do Senhor será algo surpreendente, que vai pegar muitos desprevenidos, assim como os que têm sua casa invadida por ladrões em dias em que não se espera (2 Pedro 3:10), o curso dos acontecimentos pode também servir de sinal para o final dos tempos.

Em muitas igrejas já se tem como hábito falar que estamos nos últimos dias justamente por isso. Porque as pessoas estão olhando para o mundo e vendo que os sinais estão se cumprindo exatamente como está escrito na Bíblia. Alguns exemplos disso é o rápido avanço da ciência nas últimas décadas e do avanço nos transportes e meios de comunicação (Daniel 12:4), a prática de pecados cada vez mais abomináveis e blasfemadores pelos homens (Mateus 24:12) e a falência moral dos homens, que tão amantes de si e de seus prazerem, matam e morrem simplesmente para satisfazê-los (2 Timóteo 3:1-5). Outro forte sinal tem sido o agravamento do estado de instabilidade em Jerusalém, que favorecerá o aparecimento do Anticristo com sua falsa paz (1 Tessalonicenses 5:3) e a sua proposta de substituição do sacrifício judaico pela adoração a ele mesmo (Daniel 11:31 e Daniel 9:26).

Assim, há duas coisas que podemos concluir. A primeira é lógica: todas as profecias bíblicas são verdadeiras. Tudo que ali está escrito, cedo ou tarde, no nosso ou nos tempos seguintes, haverá de se cumprir (Marcos 13:31). A Bíblia é absoluta, não existindo nenhum tipo de tradição ou escrito humano em nível superior ou sequer igual a ela em se tratando de profecias. Profecias que estão em toda a Bíblia, não só em Apocalipse ou no Novo Testamento, mas também em livros do Velho Testamento, como em Daniel, Zacarias (Zacarias 9:9) e Isaías (Isaías 42:1), profetas que anunciaram que o Messias e rei de Israel, Jesus Cristo, viria à Terra como homem.

A segunda é que podem existir profecias feitas por homens que se cumpram, quando estes estão inspirados por Deus. Como saber se uma profecia de fato foi inspirada por Deus? Simplesmente confrontando-a com a verdade bíblica. Se não se contradizer a Bíblia e seus princípios, tal profecia PODERÁ ser verdadeira. Este é o primeiro teste de veracidade de uma profecia. O segundo será o teste do tempo. Até porque existem profecias que até parecer ser boas e não ferem princípios bíblicos, mas não se cumprem simplesmente porque foram palavras humanas, não reveladas por Deus a um profeta por Ele inspirado.

Um exemplo de profecia que PODE ser verdadeira ainda hoje, e que atravessou os séculos sem ser comprovado erro, é a chamada “profecia de São Malaquias”.

Malaquias foi um bispo que viveu no século XII, e que teria tido uma visão na qual a ele apareciam frases ou expressões em latim que referenciavam individualmente cada um dos 112 papas que viriam depois daquele tempo. Muitos estudiosos afirmam que a profecia dele apresenta um alto grau muito alto de exatidão para ser de pronto ignorada.

As evidências ficam mais claras quando se analisam os últimos papas. Ele identifica o papa no 107, como “Pastor et Nauta”, ou “Pastor e Navegante”. Antes de ser papa, o mesmo foi cardeal de Veneza, uma cidade marítima.

O de número 108, correspondente à Paulo VI, foi “Flos Florum” ou “Flor entre Flores”. O brasão deste era composto de 3 flores, com uma delas ao centro.

O de número 109 foi João Paulo I, o qual ele nomeou “De Medietate Lunae” ou “Da Meia-Lua”. Este papa nasceu na diocese de Belluno (que significa Lua Bela) e quando nasceu recebeu o nome de Albino Luciani (Luz Branca). Assumiu o papado em 26 de agosto de 1978, quando a lua aparecia exatamente pela metade (Quarto Minguante), e morreu 33 dias depois, após um eclipse lunar.

O número 110 é o que chama mais atenção. João Paulo II foi chamado por Malaquias de “De Labore Solis” ou “Do Trabalho do Sol”. O fato marcante é que João Paulo II nasceu e foi sepultado em dias em que aconteceram eclipses solares. O segundo, um relativamente raro eclipse anular total.

À Bento XVI, ele associou o nome “Gloria Olivae” ou “A Glória da Oliveira”. Na Bíblia, oliveira aponta para Israel e o povo judeu (Romanos 11:16-18). Tal expressão aparece claramente na Bíblia, indicando justamente à glória futura do povo judeu (Oséias 14:6). Outros ainda acreditam que a oliveira estaria apontando para paz, e que Bento XVI governaria em um tempo de paz relativa se comparado ao seu sucessor e aos seus precedentes.

O último papa, a quem chamou de “Pedro, o romano”, ele descreveu de forma mais detalhada, da seguinte maneira:

“Em extrema perseguição, o trono da Santa Igreja Romana será ocupado por Pedro, o Romano, que alimentará as ovelhas em meio a muitas tribulações, no fim dos quais a cidade das sete colinas será destruída e o formidável Juiz julgará o povo. Fim."

Como este seria o último papa da profecia, nesse tempo então aconteceria a Grande Tribulação bíblica. Além disso, as palavras associadas a esse papa estão de acordo com Apocalipse 17, ao relatar que de fato, nos tempos da Tribulação, a cidade das sete colinas, Roma, será destruída!

Mais que isso. Malaquias retrata com “precisão bíblica” até o tempo da destruição: “...em meio a muitas tribulações, no fim dos quais a cidade das sete colinas será destruída”. Ou seja, assim como em Apocalipse (que nos capítulos 17 e 18 relata a destruição final e que em seguida - no 19 – já retrata a glória de Deus, colocando então essa destruição no fim da Grande Tribulação), na profecia dele Roma também será destruída apenas no final da Tribulação!

Tamanha coerência com a realidade e com as profecias bíblicas só deixa clara a POSSIBILIDADE que tal profecia, mesmo não estando escrita na Bíblia, pode se cumprir. Toda profecia que não está escrita na Bíblia passa pela prova do tempo, que vem dizer se ela está certa ou errada, para que então fique provada ou não sua legitimidade.

Mas, como procurei enfatizar em letras maiúsculas aqui, o cumprimento dos fatos apresentados não quer dizer que tal profecia está correta ou que deve ser juntada à Bíblia como verdade indiscutível. Mas o cumprimento desta e de outras profecias, ainda que não escritas na Bíblia serve de alerta para estarmos atentos a todos os acontecimento do mundo em nosso tempo e para os compararmos com as profecias que nos são contadas e vendo seu cumprimento, até como forma de edificar a nossa fé e a nossa esperança (Gálatas 5:5).

Reitero que só as profecias da Bíblia são verdadeiras e absolutas. E em todas as que estão ali escritas não devemos duvidar. Às demais, inclusive essa, devemos sempre analisar se são ou não coerentes com as palavras bíblicas, para aí sim acreditarmos ou não nelas como verdade.

“Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente.” (Efésios 4:14)